- O Irã abateu um caça F-15E dos EUA em território iraniano, no centro do país, próximo a Teerã, demonstrando capacidade de defesa aérea.
- O ataque ocorre após o Irã reconstruir sistemas de defesa antiaérea, como o Bavar 373, baseado no S-300 russo, capaz de localizar alvos em várias frequências.
- O professor Vitelio Brustolin, da Universidade Federal Fluminense, diz que o Bavar pode localizar caças stealth; o F-15E, porém, é rastreável por radar. Também houve ataque a um A-10 Thunderbolt.
- A análise aponta possível compartilhamento de informações com Rússia e China para fortalecer a defesa iraniana.
- Em relação aos pilotos, os Estados Unidos oferecem 60 mil dólares pelo retorno de dois tripulantes, enquanto o Irã elevou a oferta para 80 mil dólares.
O abate de um caça F-15E dos Estados Unidos ocorreu em território iraniano, no centro do país, próximo a Teerã. O episódio elevou o tom das operações militares na região e acendeu debates sobre capacidade de defesa iraniana e possíveis apoios externos.
Segundo o professor Vitelio Brustolin, da Universidade Federal Fluminense, o Irã reconstruiu sistemas de defesa antiaérea, entre eles o Bavar 373, inspirado no S-300 russo. Esse sistema, segundo ele, consegue localizar alvos em diferentes faixas de frequência, o que amplia a capacidade de identificação de aviões, inclusive de caças stealth.
Brustolin ressaltou que o F-15E, não sendo stealth, pode ser rastreado por radares. O F-15E foi alvejado no centro iraniano, apontando que forças aéreas iranianas atuaram com uma resposta imediata. Além do F-15E, o Irã também disse ter derrubado um A-10 Thunderbolt durante a operação.
Disputa pela recuperação dos pilotos
Na medida em que avançam as apurações, EUA e Irã tratam do retorno dos tripulantes. As autoridades americanas anunciaram a oferta de 60 mil dólares pelo resgate dos dois pilotos. O Irã elevou a proposta para 80 mil dólares, em ambiente que o professor descreve como uma narrativa de guerra com elementos de negociação.
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