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Portugal aponta maior presença do PCC fora da América Latina, dizem autoridades

Portugal registra a maior presença do PCC fora da América Latina, com cerca de noventa integrantes identificados, um terço presos, atuando em setores para lavagem de dinheiro

Portugal tem maior presença do PCC fora da América Latina, dizem autoridades de segurança do país
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  • Portugal é apontado como a maior presença de integrantes do PCC fora da América Latina, segundo autoridades de segurança.
  • Cerca de noventa membros da facção foram identificados, e um terço está preso.
  • Investigações indicam atuação do PCC em setores paralelos para lavar dinheiro do tráfico de drogas, incluindo a possível tentativa de adquirir clubes de futebol, como o Marítimo.
  • Em novembro, uma operação conjunta das polícias de Portugal e do Brasil prendeu Yago Daniel Zago, conhecido como Hulk, apontado como um dos líderes; ele era foragido e vivia em luxo no país.
  • Especialistas citam como razões para a presença em Portugal a facilidade do idioma e a posição estratégica como porta de entrada de drogas na Europa, além da atuação em diversos setores e possível uso de corrupção.

Portugal registra a maior presença de integrantes do PCC fora da América Latina, segundo autoridades de segurança do país. A constatação indica atuação da organização em diferentes setores para lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas, ampliando o alcance no território.

Segundo o conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Roberto Uchôa, há investigações que apontam participação de pessoas ligadas ao PCC na tentativa de aquisição de clubes de futebol em Portugal, incluindo o Marítimo. O objetivo seria ampliar fontes de financiamento e influência.

Em novembro do ano passado, uma operação conjunta de Portugal e Brasil prendeu Yago Daniel Zago, conhecido como Hulk, apontado como um dos líderes do grupo. Foragido da Justiça brasileira, ele tinha condenação de 29 anos e mantinha vida de luxo no país europeu.

Operação e desdobramentos

A atuação da facção em solo português já levou à identificação de cerca de 90 integrantes, com aproximadamente um terço deles presos. Especialistas destacam que Portugal é escolhido pela facilidade do idioma e pela posição estratégica como porta de entrada de drogas na Europa.

Autoridades destacam que o PCC atua como uma organização criminosa que opera em múltiplos setores, com estrutura capaz de corromper e influenciar atividades além do tráfico de drogas. O alerta reforça a necessidade de vigilância contínua e cooperação entre países.

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