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Conflito com Irã amplia uso de drones marítimos após Ucrânia

A expansão de barcos de ataque não tripulados, impulsionada pela Ucrânia e pelo Irã, pode redefinir o confronto naval e a dissuasão offshore

Embarcação não tripulada impressa em 3D em exercício das forças especiais da Otan com drones marítimos em Den Helder, Holanda
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  • Em um hangar próximo a rodovia e porto, barcos de ataque não tripulados de fibra de vidro aguardam instalação de motores e sistemas de alta tecnologia, na Kraken, empresa de defesa britânica.
  • A Kraken assinou acordo para fornecer 20 barcos de ataque para a Marinha Real Britânica, além de outros contratos com o Comando de Operações Especiais dos EUA e com a Marinha dos EUA.
  • Empresas semelhantes, movidas por capital de risco, surgem ao redor do mundo, vendendo embarcações autônomas e outros sistemas não tripulados para defesa de interesses como Taiwan e operações da Otan.
  • As Forças Armadas dos EUA afirmam ter utilizado embarcações não tripuladas em operações no Golfo, enquanto a Otan intensifica a vigilância com a Força-Tarefa X-Baltic, voltada ao rastreamento de navios e infraestrutura submarina.
  • O Irã já empregou, pelo menos, duas dessas embarcações em ataques a navios comerciais, evidenciando a rápida evolução da guerra naval.

Dentro de um hangar próximo a uma rodovia e a um porto, cascos de fibra de vidro cinza naval aguardam a instalação de motores e sistemas de alta tecnologia. As embarcações de ataque não tripuladas aparecem cada vez mais como o futuro dos confrontos navais.

Saindo da Ucrânia, drones de ataque operados por forças especiais têm expulsado a frota russa do Mar Negro, em águas próximas. Em cenários de conflito no Oriente Médio, especialistas apontam para o potencial uso dessas embarcações em ações contra navios e infraestruturas.

Kraken e a expansão de capacidades

Localizada em área discreta, a fábrica pertence à empresa britânica Kraken, que teve contratos recentes com a Marinha Real Britânica e com as Forças Especiais dos EUA, além da Marinha dos EUA. O acordo inicial prevê 20 barcos de ataque de pequeno porte.

Impulsionadas por capital de risco, empresas similares proliferam globalmente. Elas produzem embarcações autônomas e outros sistemas não tripulados, com o objetivo de ampliar capacidades estratégicas em áreas como o Báltico e o Sudeste Asiático.

Contexto operacional e implicações

Equipe da Kraken destaca que o sucesso de ataques com drones no Golfo contribui para a percepção de uma missão compartilhada entre democracias ocidentais: ampliar preparo e reduzir baixas. As Forças Armadas dos EUA afirmam ter utilizado embarcações semelhantes em operações recentes no Golfo.

O Comando Central dos EUA tem acompanhado e testado embarcações não tripuladas há anos, enquanto a Otan e seus aliados desenvolvem técnicas de rastreamento e interceptação. Em cenários operacionais autônomos ou controlados remotamente via satélite, os drones podem transportar câmeras, armamentos leves e cargas úteis variadas.

Expansão regional e uso internacional

O Irã já utilizou, ao menos, duas dessas embarcações em ataques a navios comerciais, indicando rápidas mudanças na dinâmica da guerra naval. Analistas apontam que o uso crescente de plataformas não tripuladas pode redefinir estratégias de proteção de cabos submarinos, rotas de abastecimento e defesa costeira em diversas regiões.

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