- Países com automação total do IR exigem pouca ou nenhuma ação do contribuinte; a declaração chega pronta, com o imposto já calculado.
- Dinamarca é referência: declaração enviada ao cidadão e confirmável por SMS em minutos; Suécia, Finlândia e Noruega também têm alto nível de automação, com necessidade de ação muito reduzida (no-return).
- Estônia aproxima-se desse nível; Nova Zelândia utiliza confirmação de dados apenas em casos específicos; Reino Unido retém o imposto na fonte e ajusta automaticamente, exigindo declaração apenas de autônomos ou pessoas com renda adicional.
- Na América Latina, Chile se destaca pela eficiência, com a declaração completa enviada pelo governo e grande parte da população apenas confirmando dados.
- Brasil fica atrás: ainda é necessário calcular o imposto e cerca de 60% das declarações são pré-preenchidas; há proposta de sistema automático para simplificar a validação de dados.
Desde a OCDE, o modelo de declaração de IR com automação quase completa é apontado como referência: o contribuinte recebe a declaração já preenchida, com o imposto calculado, e precisa apenas validar ou confirmar os dados. O fenômeno recebe o rótulo no-return pela pouca necessidade de intervenção do usuário.
Dinamarca, Suécia, Finlândia e Noruega lideram esse modelo de automação total. Nesses países, a grande maioria dos contribuintes não precisa abrir a declaração, reduzindo erros e o tempo de entrega. A Estônia caminha nesse sentido, e a Nova Zelândia tem casos de validação pontual.
Na prática, o Reino Unido já retém o imposto na fonte, ajustando automaticamente, com poucos casos de declaração anual. A América Latina tem Chile como referência de eficiência, com envio de dados completos e confirmação pela população.
Países com maior automação
Entre os nomes com alto índice de automação, constam Dinamarca, Suécia, Finlândia, Noruega e Islândia. Também aparecem Estônia, Portugal, Chile, Espanha, França, Itália, Austrália, Reino Unido, Nova Zelândia e Coreia do Sul.
Brasil ainda está atrasado
No Brasil, o contribuinte continua a calcular o IR, com a declaração pré-preenchida em cerca de 60% dos casos. A responsabilidade por erros nos dados fica com o próprio pagador.
México e África do Sul são citados como exemplos de maior automação na região. No Brasil, o nível é comparável ao de Colômbia, Peru, Índia, China, Canadá, Japão e Rússia.
Em 31 de março de 2026, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou ao presidente Lula a proposta de um sistema automático de declaração do IR. A ideia é substituir o preenchimento manual, mantendo o contribuinte apenas para validar os dados.
A proposta representa uma evolução do sistema atual, exigindo menos intervenção manual, mas ainda exige revisão de informações e inclusão de itens específicos. O objetivo é reduzir retrabalho e erros.
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