- O prazo para o Irã reabrir o estreito de Ormuz termina às 21h (horário de Brasília) desta segunda-feira.
- Trump afirmou ter dado dez dias para o acordo ou a reabertura do estreito, dizendo que o tempo está se esgotando.
- Na véspera, o presidente voltou a cobrar ações do Irã, dizendo que terça-feira será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, com tom de ameaça.
- Autoridades iranianas já sinalizaram interesse em introduzir um pedágio na passagem, sendo que, hoje, apenas navios escolhidos pelo Irã podem transitar pelo estreito.
- No Conselho de Segurança da ONU, 15 membros devem votar nesta semana uma resolução proposta pelo Bahrein para proteger a navegação ao redor do estreito.
O prazo fixado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã reabra o estreito de Ormuz vence nesta segunda-feira, às 21h, em Brasília. O ultimato foi anunciado no sábado, com a exigência de que Teerã liberte a passagem de navios pelo estreito.
Trump havia reservado dez dias para que o Irã aceitasse abrir o canal de tráfego ou chegasse a um acordo. No fim de semana, ele adotou tom mais agressivo, dizendo que o tempo estava se esgotando e que haveria consequências graves caso o estreito permanecesse fechado.
Ontem, o presidente americano elevou o tom. Em linguagem contundente, prometeu ações que envolvem áreas estratégicas do Irã caso não haja liberação, descrevendo o cenário como de consequências extremas para o país. A mensagem reforçou a pressão para que a passagem volte a operar.
Pressão econômica e cenário internacional
Autoridades iranianas sinalizaram interesse em estabelecer um pedágio ao longo da rota, com a passagem de navios sob controle iraniano para alguns usuários. Enquanto isso, a economia global permanece sensível à situação, refletida no movimento de preços do petróleo.
Nesta semana, 15 membros do Conselho de Segurança da ONU devem votar uma resolução proposta pelo Bahrein para proteger a navegação dentro e ao redor do estreito, em meio a tensões geopolíticas que envolvem várias potências.
Autoridades observam que o estreito de Ormuz é uma rota estratégica para o abastecimento global, e que qualquer interrupção impacta o comércio internacional. Analistas acompanham os desdobramentos e os possíveis desdobramentos diplomáticos.
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