- A Citrini Research enviou um analista com US$ 15.000 em dinheiro, óculos escuros com câmera e outros equipamentos para investigar o Estreito de Ormuz durante o conflito no Irã.
- O relatório sustenta que os satélites não captam metade dos petroleiros que cruzam o estreito, que navegam com transponder desligado ou com mensagens falsas para evitar ataques.
- A Citrini diz que há pelo menos 29 navios na frota fantasma do Irã, que teriam transportado cerca de US$ 3 bilhões em petróleo para a Malásia desde o início dos bombardeios.
- O Analista #3, enviado para Fujairah, assinou uma declaração para não fotografar, mas o relatório indica que ele usou acessórios ocultos (gimbal, microfone e óculos de sol com gravador) durante a missão.
- Segundo a empresa, movimentos de navios e tropas têm sido mais intensos do que os relatos oficiais, com a população local se preparando para um conflito prolongado; o fundador alega que não havia riscos precificados.
Em meio ao conflito no Irã, surge um relatório que aponta lacunas graves na percepção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. A Citrini Research enviou um analista ao terreno com recursos para observar o cenário de perto. A missão visa entender o que realmente está passando pela hidrovia comercial mais estratégica do planeta.
O analista foi destacado para Fujairah, nos Emirados Árabes, em uma operação realizada durante o conflito. Um conjunto de equipamentos foi levado, incluindo uma câmera acoplada a um óculos escuro, um celular de alta capacidade e um equipamento de gravação discreto, usados para documentar observações in loco. O objetivo é cruzar dados de satélite com informações diretas no terreno.
Segundo o relatório, muitos petroleiros operam com o transponder desligado ou divulgando identidades falsas para evitar ataques. A Citrini afirma que a frota fantasma do Irã pode incluir ao menos 29 navios, que teriam movimentado cerca de 3 bilhões de dólares em petróleo para a Malásia desde o início dos ataques.
A casa de análise, com base em Nova York, tornou-se conhecida por avaliações de impacto no mercado a partir de dados não convencionais. O analista enviou-se para uma área de fronteira marítima próxima a Omã, ainda que a passagem tenha exigido autorização para cruzar a fronteira.
De acordo com o documento, o analista assinou uma declaração de não participação jornalística antes de seguir viagem. Contudo, o relatório descreve que itens de gravação foram ocultados no momento da inspeção por autoridades presentes na operação.
O relatório aponta que satélites, imagens de satélite e dados de AIS costumam apresentar desatualização, falhas ou leituras incompletas. Essa discrepância, segundo a Citrini, dificulta a avaliação precisa do fluxo e das movimentações na travessia.
James van Geelen, fundador da Citrini, é apresentado como um analista de mercado com histórico de previsões e assinaturas pagas para conteúdos especializados. O material indica que ele havia previsto movimentos relevantes no setor de tecnologia antes de eventos financeiros significativos.
Em entrevista a uma publicação internacional, van Geelen destacou que grandes bancos e firmas de investimento nem sempre disponibilizam equipes no terreno para acompanhar o desenrolar dos acontecimentos no Oriente Médio. Segundo ele, a discrepância entre relatos oficiais e a percepção do mercado se intensifica em cenários de conflito prolongado.
As observações do analista sugerem que a atividade naval e o acirramento militar têm se intensificado além do noticiado, com impactos potenciais no comércio global. A Citrini afirma que, diante da incerteza, investidores buscam entender melhor os riscos de uma crise marítima prolongada.
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