- EUA e Irã rejeitaram, nesta segunda-feira (6), o plano de paz encabeçado pelo Paquistão, que previa um cessar-fogo de quarenta e cinco dias e a reabertura do estreito de Ormuz.
- O consultor de risco político e relações internacionais, Marcelo Suano, diz que o recuo de Donald Trump indica uma tentativa de redistribuir responsabilidades pela escalada do conflito.
- Segundo ele, os países europeus vêm se afastando do conflito por motivos internos e estratégicos, buscando reduzir exposição à crise e transferir parte da responsabilidade a outros atores.
- Suano afirma que a culpa recai sobre Estados Unidos, Israel e Trump, mas ressalta que Trump não é o único culpado.
- O analista também sustenta que, para Teerã, o objetivo da guerra é enfraquecer o Ocidente e ampliar a influência no Oriente Médio, com a queda de regimes considerados alinhados ao Ocidente.
Os Estados Unidos e o Irã discordaram nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026, do plano de paz liderado pelo Paquistão. O acordo previa um cessar-fogo de 45 dias e a reabertura do estreito de Ormuz. A rejeição ocorreu em meio a tensões crescentes na região.
Analista de risco político, Marcelo Suano, afirma que o recuo de Donald Trump pode indicar uma redistribuição de responsabilidades pela escalada. Segundo ele, o ex-presidente pode abrir espaço para atribuições a outros atores.
Suano aponta que países europeus se afastam do conflito por motivos internos e estratégicos. Ele cita custos militares, medo de ataques e pressões sociais como razões para reduzir a exposição à crise.
Para o especialista, um objetivo central do Irã é enfraquecer o Ocidente e ampliar influência no Oriente Médio. A análise sustenta que a queda de regimes alinhados ao Ocidente era parte do cenário pretendido.
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