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EUA utilizam IA do projeto Maven para ataques letais em minutos

EUA usam IA do Project Maven para acelerar identificação de alvos e ataques, com Palantir substituindo o Google após críticas éticas

Project Maven — Foto: Reprodução/X
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  • Os Estados Unidos utilizam a inteligência artificial do Project Maven para acelerar a identificação de alvos e a execução de ataques, reduzindo o tempo entre detectar e agir, segundo o Pentágono.
  • O Maven, criado em 2017, agrega dados de sensores e imagens de satélite para mapear o campo de batalha em tempo real, substituindo processos manuais anteriores.
  • Em demonstração realizada em março, o sistema apresenta etapas como integração de dados, filtragem, identificação, classificação, sugestão de ataque, decisão e execução integrada, tudo numa única plataforma.
  • O Google liderou o desenvolvimento inicial, mas questões éticas fizeram a empresa não renovar o contrato; a Palantir passou a fornecer a base de IA do Maven.
  • O desempenho do Maven não foi comentado pelo Pentágono nem pela Palantir, mas a AFP indica que o ritmo de ataques pode ter aumentado; a experiência na Ucrânia mostrou desafios de aplicar tecnologia avançada em conflitos com traços de guerras passadas, ainda que tenha ajudado a visualizar movimentos russos.

O Pentágono utiliza a inteligência artificial para apoiar operações contra o Irã, por meio do Project Maven. O sistema cruza dados de sensores e imagens de satélite para identificar alvos e mapear o cenário de combate em tempo real, acelerando decisões no campo.

O software é desenvolvido pela Palantir, que assumiu a liderança após a saída do Google em 2018, sob pressão ética. A mudança ocorreu após milhares de funcionários denunciarem a participação em sistemas de armamento. A tecnologia tem sido aplicada em conflitos recentes.

Como funciona na prática

O Maven integra dados de sensores e imagens em uma tela única, consolidando informações do campo. O operador filtra e organiza os dados, identifica alvos e classifica-os por tipo para orientar ações.

A plataforma sugere cursos de ação com base na combinação de dados e sinais do ambiente. A decisão final cabe ao operador, que inicia a operação dentro do mesmo sistema, acelerando a execução do ataque.

Situação e resultados

O governo americano não cometeu detalhes sobre o desempenho do Maven na guerra com o Irã. Fontes da AFP indicam que o tempo entre identificação e disparo diminuiu consideravelmente, com o abatimento de mais de mil alvos nas primeiras 24 horas da Operação Fúria Épica, iniciada em 28 de fevereiro.

Estudos anteriores destacaram um teste real na Guerra da Ucrânia, que mostrou dificuldades de aplicar tecnologia avançada a um conflito com características conflitantes. Ainda assim, autoridades afirmam que a visualização de movimentos e comunicações russas foi facilitada pela ferramenta.

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