Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Fechamento de Estreito de Ormuz influencia petróleo no Oriente Médio

Fechamento do Estreito de Ormuz eleva preços globais; Irã, Omã e Arábia Saudita obtêm ganhos, enquanto Iraque e Kuwait registram perdas expressivas

Imagem de satélite do Estreito de Ormuz
0:00
Carregando...
0:00
  • O Estreito de Ormuz ficou fechado, levando a alta global dos preços do petróleo e afetando o fluxo de petróleo no Oriente Médio.
  • Iran, Omã e Arábia Saudita tiveram ganhos financeiros decorrentes dos preços elevados, enquanto Iraque e Kuwait registraram perdas significativas nas receitas de exportação.
  • Em março, as receitas do Iraque caíram cerca de 76% e as do Kuwait 73% em comparação ao ano anterior; Irã subiu 37% e Omã 26%, com Arábia Saudita avançando 4,3%.
  • Países com rotas alternativas, como Omã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, conseguiram contornar o bloqueio, ao passo que Iraque, Kuwait e Catar ficaram mais prejudicados pela falta de caminhos alternativos.
  • O petróleo Brent subiu cerca de sessenta por cento em março; o maior oleoduto do reino, o Leste-Oeste, opera com capacidade de aproximadamente sete milhões de barris por dia.

O fechamento do Estreito de Ormuz elevou os preços globais do petróleo, beneficiando Irã, Omã e Arábia Saudita. Países sem rotas alternativas, como Iraque e Kuwait, registraram perdas bilionárias, segundo uma análise da Reuters.

O estreito, palavra-chave para cerca de um quinto do petróleo e do GNL mundiais, ficou praticamente fechado após ataques aéreos contra o Irã no fim de fevereiro. O Irã permitiu passagem apenas de navios sem vínculos com EUA ou Israel, reduzindo o fluxo.

A movimentação manteve interrupções no mercado de energia, com o Brent subindo 60% em março, o maior ganho mensal já registrado. O cenário ampliou incertezas e pressões inflacionárias globais.

Mudanças na receita de exportação

Para o Irã, as receitas de petróleo subiram 37% em março, segundo estimativas da Reuters, enquanto Omã cresceu 26%. Arábia Saudita teve alta de 4,3%, já os Emirados Árabes Unidos caíram 2,6%, reflexo de volumes menores compensados por preços mais elevados.

As estimativas combinam dados da Kpler e do JODI, com preços médios do Brent, comparados ao ano anterior. O uso do Brent, embora comum, reflete contratos que seguem outros referenciais com prêmios.

A Arábia Saudita opera o maior oleoduto do reino, o Leste-Oeste, com 7 milhões de barris por dia, conectando leste a Yanbu. Em março, as exportações alcançaram 4,39 milhões de b/d, queda de 26% frente a março de 2023, apesar de o valor ter subido por causa dos preços.

Impactos regionais e perspectivas

O Iraque teve queda acentuada nas exportações, até 76% em março, para US$ 1,73 bilhão, e o Kuwait recuou 73%, para US$ 864 milhões. O Irã manteve alta de receita, elevando o peso geopolítico na região.

O Upside para o Golfo veio com o uso de oleodutos alternativos, como Habshan-Fujairah, que ajudou os Emirados a mitigar parte do impacto. Ainda assim, a economia saudita ficou exposta a novos ataques regionais.

Analistas apontam que o choque de oferta acelerou discussões sobre diversificação energética. A energia renovável aparece como proteção de médio prazo, com acordos bilionários firmados em 9 países da Ásia.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais