- A ONU condenou as ameaças de Donald Trump à infraestrutura civil do Irã e afirmou estaralarmada com a retórica que previa ataques a usinas de energia, pontes e outras estruturas.
- O porta-voz Stephane Dujarric disse que ataques à infraestrutura violam o direito internacional e que o Secretário-Geral António Guterres defende a resolução pacífica das disputas.
- A mensagem de Trump foi divulgada antes do prazo fixado para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz, com o presidente norte-americano rejeitando a contraproposta de Teerã.
- No Líbano, há escalada entre o Hezbollah e forças israelenses, com a UNIFIL registrando trocas de tiros, ataques aéreos e combates no sul, e mais de 1,1 milhão de pessoas deslocadas internamente.
- Três soldados de paz indonésios ficaram feridos após explosão em posição da ONU em El Adeisse; dois seguem estáveis e três já haviam morrido na semana anterior em ataques israelenses.
A ONU condenou ameaças e violência no Oriente Médio, afirmando estar alarmada com a retórica de Donald Trump e com ataques que, segundo a organização, violam o direito internacional. A declaração ocorreu durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, 6, e abordou tanto as falas nas redes sociais quanto a escalada entre Hezbollah e Israel.
Segundo o porta-voz Stephane Dujarric, a publicação no Truth Social em que o ex-presidente americano incentivava o Irã a fechar um acordo ou enfrentar ataques a infraestrutura crítica chamou atenção da ONU. O texto também citou a necessidade de encerramento do conflito por meio de mecanismos pacíficos, conforme reiterado pelo secretário-geral António Guterres.
O porta-voz destacou que ataques à infraestrutura civil violam o direito internacional e não há alternativa viável à resolução pacífica de disputas. A declaração acontece enquanto o presidente dos EUA estabeleceu prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, rota energética global, e rejeitou a contraproposta de Teerã.
Contexto regional
No Líbano, as forças de paz da UNIFIL relataram intensificação dos confrontos entre Hezbollah e forças israelenses ao longo do fim de semana. Houve trocas de tiros de artilharia, ataques aéreos e combates terrestres no sul do país, segundo o órgão da ONU.
Dujarric informou que mais de 1,1 milhão de pessoas no Líbano são deslocadas internamente, abrigadas em escolas e locais coletivos com serviços básicos limitados. O porta-voz também mencionou três soldados de paz indonésios feridos após explosão em uma posição da ONU, em El Adeisse, na sexta-feira. Dois permanecem estáveis, após atendimento médico.
Ainda segundo o porta-voz, dois soldados de paz indonésios já haviam morrido na semana anterior, decorrentes de ataques israelenses no sul do Líbano. A ONU reiterou a necessidade de proteção de civis e respeito ao direito internacional para reduzir a violência na região.
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