- O Kremlin afirmou que o mundo está se mobilizando para obter energia russa após a crise energética global provocada pela guerra entre Estados Unidos e Irã.
- A Rússia aponta que o fechamento do estreito de Ormuz agravou a demanda internacional por petróleo russo.
- Países europeus tentam reduzir a dependência da Rússia, enquanto nações asiáticas, como Vietnã, Tailândia, Filipinas, Indonésia e Sri Lanka, procuram comprar petróleo russo.
- O presidente Vladimir Putin pediu acelerar o fornecimento de energia.
- Segundo o especialista, os ataques ucranianos às refinarias russas reduziram as exportações de cinco milhões para um milhão de barris por dia, ou seja, um quinto da capacidade, ainda que o Brasil siga exportando cerca de 3,5 milhões de barris diários.
Durante a terça-feira, o Kremlin afirmou que o mundo está se mobilizando para obter energia russa, frente à crise energética global gerada pelo conflito no continente. A União entre EUA e Irã intensificou a instabilidade no fornecimento de energia, segundo a visão oficial russa. A notícia aponta que o fluxo mundial busca assegurar suprimentos russos apesar das tensões.
Consumidores europeus tentam reduzir a dependência da Rússia para punir Moscou, enquanto nações asiáticas demonstram interesse em adquirir petróleo russo, diante de interrupções na oferta provocadas pela guerra com o Irã. A pressão de demanda cresce conforme o estreito de Ormuz permanece sob risco de bloqueio.
Impacto sobre as exportações russas
Em entrevista ao Conexão Record News, o especialista em relações internacionais Vitelio Brustolin disse que a abertura dos EUA para permitir compras da Índia sem sanções favorece a Rússia. Contudo, ataques ucranianos às refinarias reduziram as exportações da Rússia de cinco milhões para cerca de um milhão de barris por dia.
Segundo o analista, a atual capacidade exportável equivale a aproximadamente um quinto do que a Rússia costuma enviar ao mercado externo. A comparação indica que a produção diária corresponde ao que a Venezuela exportava, e fica aquém do volume que o Brasil exporta, que é acima de 3,5 milhões de barris diários.
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