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Conflito no Oriente Médio eleva exploração e abandono de trabalhadoras migrantes

Conflito no Oriente Médio eleva exploração e abandono de trabalhadoras migrantes, agravado pelo regime de kafala que agrava dependência e dificulta saída de áreas de risco

Regime chamado de "kafala" é usado para a contratação de migrantes e vincula o estrangeiro a um "patrocinador local", que passa a ter controle sobre a vida profissional e, não raro, também pessoal do trabalhador.
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  • O conflito no Oriente Médio aumenta a exploração e o abandono de trabalhadoras migrantes, conforme alerta a Federação Internacional das Trabalhadoras Domésticas.
  • É comum que empregadores ou o próprio sistema de contratação atrapalhem a saída de áreas de risco, especialmente por meio do regime de kafala.
  • As trabalhadoras enfrentam condições de trabalho precárias, jornadas exaustivas e, em alguns casos, violência física e psicológica.
  • A organização pede ações internacionais e medidas para acabar com o kafala e proteger direitos e liberdades de migração.
  • Dados da Organização Internacional do Trabalho apontam cerca de 3 milhões de trabalhadores migrantes na região, com grande parte atuando como domésticos; a pandemia agravou a vulnerabilidade.

A Federação Internacional das Trabalhadoras Domésticas alertou que o conflito no Oriente Médio tem ampliado a exploração e o abandono de trabalhadoras migrantes na região. Segundo a entidade, é comum que profissionais domésticos fiquem presas em áreas de risco, especialmente sob pressão de empregadores ou do sistema de contratação.

A organização explica que o regime de kafala, usado para a seleção de migrantes, vincula o trabalhador a um patrocinador local. Esse vínculo amplia o controle sobre a vida profissional e, muitas vezes, pessoal, dificultando a saída de ambientes abusivos ou de zonas conflituosas.

A entidade também aponta condições de trabalho precárias, jornadas longas e, em alguns casos, violência física e psicológica. Dificuldades para deixar o país ou a região dificultam buscar ajuda e escapar de abusos.

Desdobramentos e contexto

A Federação ressalta a necessidade de ações internacionais para proteger direitos humanos e facilitar a saída dessas trabalhadoras. Em particular, pede que governos do Oriente Médio avancem no fim do kafala e assegurem condições dignas.

Dados da Organização Internacional do Trabalho indicam que cerca de 3 milhões de trabalhadores migrantes vivem na região, grande parte deles ocupada como domésticos. Muitos não têm proteção legal adequada nem acesso a serviços básicos.

A organização reforça que a pandemia de Covid-19 piorou a vulnerabilidade dessas trabalhadoras, que vivem com frequência em isolamento e sem cuidados médicos adequados. A situação é considerada urgente pela comunidade internacional.

O que está em jogo

Especialistas destacam a necessidade de políticas que garantam liberdade de movimento, acesso à justiça e proteção contra abusos. Trabalhadoras domésticas são parte essencial da economia e da sociedade da região, segundo as fontes citadas.

Fontes: Federação Internacional das Trabalhadoras Domésticas, Organização Internacional do Trabalho, Organização das Nações Unidas.

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