- Em 2025, perdas com golpes de cripto nos EUA totalizaram US$ 11,3 bilhões (R$ 85 bilhões), alta de 22% frente a 2024, segundo o IC3 do FBI.
- Foram registradas 181.565 queixas relacionadas a cripto; a perda média foi de US$ 62.604, e 18.589 vítimas perderam mais de US$ 100 mil.
- Os golpes de investimento em cripto somaram US$ 7,228 bilhões, geração de 25% a mais que 2024, com aumento de 48% nas queixas.
- Idosos, com 60 anos ou mais, representaram 44.555 queixas e US$ 4,432 bilhões em perdas, o maior parcela entre faixas etárias; a Califórnia liderou em queixas e perdas.
- Golpes em caixas eletrônicos de cripto cresceram: 13.460 queixas e US$ 389 milhões em perdas; a operação Level Up do FBI ajudou a evitar mais de US$ 500 milhões em prejuízos.
O FBI informou que as fraudes ligadas a criptomoedas nos EUA atingiram um recorde em 2025, com perdas totais de US$ 11,3 bilhões (aproximadamente R$ 85 bilhões). O valor representa um aumento de 22% ante 2024, conforme o relatório anual do IC3.
Foram registradas 181.565 queixas relacionadas a cripto no ano passado, com perda média de US$ 62.604 por vítima. Entre os casos, 18.589 pessoas perderam mais de US$ 100 mil. As perdas relacionadas a investimentos em cripto somaram US$ 7,228 bilhões, aumento de 25%.
O FBI destaca a Operação Level Up, que combate golpes de investimento em cripto. A iniciativa notificou mais de 8.000 vítimas e ajudou a evitar mais de US$ 500 milhões em perdas, incluindo US$ 225,9 milhões somente em 2025.
Idosos são os mais afetados
Pelo menos uma parcela expressiva das perdas recai sobre pessoas com 60 anos ou mais. Esse grupo registrou 44.555 queixas e perdas de US$ 4,432 bilhões, superior a qualquer outra faixa etária. Em 2024, esse contingente representou cerca de 30% do total de fraudes, ainda que componha 17% da população.
Golpes em caixas eletrônicos de cripto
As fraudes em caixas eletrônicos e quiosques de cripto cresceram em 2025, com 13.460 queixas gerando US$ 389 milhões em perdas (alta de 58%). Estados com maior volume de perdas incluem Califórnia, Texas e Flórida, seguidos por Nova York e Oregon.
Os golpes de recuperação, em que criminosos se passam por agentes de recuperação de fundos, somaram US$ 1,4 bilhão em perdas, muitas vezes mesclando técnicas de impersonificação com golpes antigos.
Contexto regulatório e cenário futuro
A Califórnia liderou em queixas e perdas, com US$ 2,099 bilhões. O Texas, a Flórida e Nova York aparecem na sequência, enquanto Oregon aparece com perdas de US$ 545,9 milhões.
Especialistas afirmam que o ecossistema permanece vulnerável apesar de avanços regulatórios. Reguladores estudam novas medidas para coibir golpes, com foco em educação, mitigação por inteligência artificial e procedimentos de recuperação mais robustos.
Visão geral internacional
Analistas ouvidos pelo setor indicam que o montante relatado pelo FBI representa apenas parte do cenário global. Estima-se que fraudes globais atinjam dezenas de bilhões de dólares, com apenas uma parcela das vítimas registrando ocorrência junto às autoridades.
O relatório aponta ainda para a necessidade de enfrentar golpes por meio de ações coordenadas, combinando fiscalização, tecnologia e educação do público, para reduzir a exposição a golpes envolvendo ativos digitais.
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