- Agências de segurança dos Estados Unidos afirmam que hackers apoiados pelo Irã exploram falhas em sistemas para atacar infraestrutura crítica, incluindo serviços de água, esgoto, energia e instalações de governos locais.
- O objetivo é causar efeitos disruptivos nos Estados Unidos, com relatos de interrupção operacional e prejuízo financeiro.
- As organizações citadas — FBI, Agência de Segurança Nacional (NSA), Agência de Defesa Cibernética (CISA), Agência de Proteção Ambiental (EPA), Comando Cibernético dos EUA e Departamento de Energia — destacam que invasores miram sistemas usados para controlar e monitorar operações de infraestrutura.
- Em março, o grupo Handala, que apoia o Irã, afirmou ter invadido a empresa americana de tecnologia médica Stryker; em outro episódio, autoridades vinculam ferramenta associada ao Irã a bloqueio de acesso de uma empresa de saúde à sua própria rede, conforme Halcyon.
Agências de segurança dos Estados Unidos alertaram nesta terça-feira (7) que hackers apoiados pelo Irã estão explorando falhas em sistemas para atacar a infraestrutura do país. Os alvos incluem serviços de água, esgoto, energia e instalações de governos locais. O objetivo é causar efeitos disruptivos.
O comunicado, assinado por FBI, NSA, CISA, EPA, Comando Cibernético dos EUA e Departamento de Energia, não detalha quais alvos específicos foram comprometidos. Em linhas gerais, aponta que invasores miram sistemas de controle e monitoramento de infraestrutura crítica.
Segundo as autoridades, organizações de diversos setores já sofreram interrupções por meio de manipulação de arquivos de projeto e dados. Em alguns casos, houve interrupção operacional e prejuízo financeiro.
Hackers do grupo Handala, que apoia o Irã, afirmaram, em março, ter invadido sistemas da empresa de tecnologia médica Stryker e sugeriram retaliação a bombardeios considerados causadores de mortes de iranianos.
Em outro episódio, pesquisadores de uma empresa de cibersegurança relataram que hackers teriam bloqueado o acesso de uma empresa de saúde à própria rede por meio de uma ferramenta associada ao Irã.
As autoridades americanas publicaram o alerta pouco antes de o presidente dos EUA mencionar, em tom adverso, debates sobre o Estreito de Ormuz, episódio que envolve tensões regionais e retórica política.
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