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Índia planeja recensear 1,4 bilhão de habitantes; entenda o processo

Índia inicia censo de 1,4 bilhão, com inclusão de castas; dados coletados porta a porta orientarão políticas públicas e investimentos

A contagem final não será conhecida até o próximo ano, ressaltando a vasta escala
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  • A Índia inicia um censo para contar cerca de 1,4 bilhão de habitantes, após atrasos causados pela pandemia e por problemas administrativos.
  • O levantamento será realizado em duas fases: na primeira, serão coletados dados sobre condições de moradia e serviços; na segunda, em fevereiro de 2027, informações demográficas, salários, educação, migração e fertilidade.
  • Trabalhadores vão a quase 640 mil aldeias e 10 mil cidades, visitando residências porta a porta, com envio dos dados por meio de um aplicativo móvel.
  • Pela primeira vez desde 1931, o censo incluirá informações sobre castas, gerando debates sobre impactos sociais.
  • A primeira fase envolve 33 perguntas; o censo busca mapear condições de vida, acesso a água potável, saneamento, internet, televisão, smartphones e tipos de veículo.

A Índia começou um vasto censo para contar seus 1,4 bilhão de habitantes, após adiamentos causados pela pandemia e por entraves administrativos. O levantamento, que deve durar um ano, envolve visitas de porta em porta para registrar cada residência e residente. A coleta também visa dados sociais e econômicos.

Ao longo dos próximos meses, mais de 3 milhões de trabalhadores percorrerão megacidades e aldeias, contabilizando famílias e indivíduos. Sets de informações serão obtidos em duas fases, com uso de aplicativo móvel para inserir os dados de forma eletrônica.

Pela primeira vez em quase um século, a contagem incluirá a casta. A mudança é controversa, com debates sobre impactos sociais e políticos. Autoridades destacam que o censo fornecerá indicadores para políticas públicas e bem-estar de grupos desfavorecidos.

Como será realizado o censo

A metodologia envolve duas etapas e abrange os 26 estados e territórios federais. Primeiro, dados sobre condições de moradia, infraestrutura e bens disponíveis serão coletados. Em seguida, serão levantadas informações demográficas, econômicas e de migração.

Os trabalhadores visitarão cerca de 640 mil vilarejos e 10 mil cidades. A participação escolar e de funcionários públicos está prevista, com o envio dos dados via aplicativo móvel. O censo deverá trazer um retrato detalhado da população.

Perguntas e foco da pesquisa

Serão 33 itens na primeira fase, abrangendo moradia, serviços e características econômicas. Serão avaliadas condições de vida, como água potável, saneamento e combustíveis de cozinha. Também haverá perguntas sobre conectividade e bens digitais.

A questão das castas

A contagem de castas será realizada pela primeira vez desde 1931. A inclusão busca mapear a representação política e o bem-estar de grupos historicamente desfavorecidos, com reservas em empregos e escolas. Críticos sugerem que o recorte pode aprofundar divisões.

A nova dimensão busca identificar demandas específicas de comunidades, apoiando políticas de inclusão. Em contraste, alguns argumentam que a codificação de castas pode perpetuar rótulos sociais. O desfecho do censo deverá ser divulgado no próximo ciclo de coleta.

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