- O Irã intensifica ataques no Golfo Pérsico horas antes do prazo definido por Donald Trump para um plano de cessar-fogo.
- Trump avisou que, se não houver acordo até as 20h do horário de leste dos EUA, os EUA destruirão a infraestrutura iraniana e restabelecerão a passagem em Ormuz apenas mediante acordo.
- O Irã informou que responderá com mais ataques à infraestrutura de energia no Golfo, enquanto o risco de perturbação global no abastecimento aumenta.
- O preço do petróleo reagiu com volatilidade; o Brent opera acima de 111 dólares por barril.
- Israel reforça ações contra o Irã e o Líbano, com impactos que ampliam a incerteza nos mercados e pressão sobre acordos diplomáticos.
O Irã intensificou ataques no Golfo Pérsico horas antes do prazo estipulado pelo presidente dos EUA para acordo de cessar-fogo, segundo informações da Bloomberg Línea. A ofensiva ocorre em um momento de tensão e incerteza sobre o desfecho do conflito.
Trump havia dito que o estreito de Ormuz deveria permanecer aberto como condição de qualquer acordo e que a infraestrutura iraniana poderia ser alvo caso não haja cessar-fogo até as 20h de terça-feira, horário de referência da Costa Leste dos EUA. A mensagem foi transmitida em transmissão coletiva na Casa Branca.
O Irã informou que responderia a escaladas aumentando ataques a infraestrutura de energia no Golfo, elevando o risco de interrupções no abastecimento de combustível global. Enquanto isso, fontes do bloco apontam para uma ampliação das operações de combate na região.
Desdobramentos militares e geopolítica
As Forças de Defesa de Israel reportaram dois disparos de mísseis vindos do Irã durante a madrugada. O país afirmou que pretende manter missões contra o Irã pelos próximos dias, com ações paralelas no Líbano contra o Hezbollah, apoiado por Teerã.
O Brent oscila acima de US$ 110 o barril, refletindo cautela dos mercados ante a possibilidade de nova escalada. O dólar ganhou leve valorização, no contexto de maior volatilidade cambial e de commodities.
Repercussões regionais e comerciais
Nações Unidas destacaram que ataques indiscriminados contra infraestrutura civil podem configurar crime de guerra. O Irã fez menção a fechamentos adicionais de vias de navegação caso não haja acordo, o que agravaria tensões e pressões sobre a cadeia de suprimentos globais.
O nível de participação de Estados Unidos nas negociações permanece incerto, com autoridades norte-americanas afirmando que há disposição de avançar, embora dependente de termos que assegurem tráfego livre por Ormuz.
Observadores e impactos econômicos
Analistas ressaltam que o risco de interrupções na passagem de petróleo pelo estreito pode influenciar preços e volatilidade nos mercados. Especialistas ressaltam ainda que as sanções e o conflito elevam custos para consumidores e empresas globais.
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