- Trump fixou prazos para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz e encerre a guerra, com 21h de 7 de abril (horário de Brasília) como prazo final.
- Ao longo de março, foram divulgados primeiros e novos prazos: 48 horas (21 de março), 5 dias (23 de março) e 10 dias (26 de março).
- Em 30 de março houve novo ultimato; em 1º de abril o presidente afirmou que o Irã pediu cessar-fogo, mas os EUA indicavam manter ataques até a reabertura do estreito.
- Em 4 de abril houve o segundo ultimato de 48 horas; em 5 de abril o prazo foi estendido até 21h de 7 de abril, com prometeias de ações contra o Irã caso não haja acordo.
- Nos dias 6 e 7 de abril, Trump afirmou ter opções ainda piores e, na terça-feira, reforçou a ameaça de que “uma civilização inteira morrerá” naquela noite.
Durante o fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, fixou um prazo para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar a guerra: 21h, horário de Brasília, nesta terça-feira (7). A mensagem foi seguida de uma ameaça de consequências graves caso não haja acordo.
Na manhã desta terça, Trump afirmou que uma civilização inteira não deverá sobreviver, caso o prazo seja encerrado sem acordo. Autoridades internacionais acompanham a possibilidade de desdobramentos caso a meta não seja atingida dentro do prazo.
A gestão ressalta que Trump já havia feito previsões semelhantes diversas vezes ao longo do conflito. A cobertura mantém o foco em fatos verificados e nas declarações oficiais, sem projeções não confirmadas.
Linha do tempo das ameaças de Trump ao Irã
1) 21 de março: primeiro ultimato de 48 horas. O presidente pediu a reabertura do estreito; caso contrário, haveria ataques a instalações iranianas. Em seguida, o Irã negou que o estreito estivesse fechado para todos os países.
2) 23 de março: prazo estendido para cinco dias. Trump afirmou que as conversas tinham avançado e suspendeu ataques temporariamente.
3) 26 de março: novo adiamento de 10 dias. O presidente disse que o Irã pediu mais tempo, fixando a data para além do fim de março.
4) 30 de março: novo ultimato caso não haja acordo. A previsão era de ação militar contra infraestruturas iranianas. Em 1º de abril, Trump disse que o Irã havia pedido cessar-fogo, o que foi negado por um porta-voz iraniano.
5) 4 de abril: segundo ultimato de 48 horas. A mensagem apontou para o fechamento do prazo antes de o inferno recair sobre o Irã.
6) 5 de abril: prazo se estendeu até 21h de 7 de abril. Trump usou ataques verbais agressivos e fixou a data da noite para ações coordenadas no Irã.
7) 6 de abril: foram mencionadas opções ainda mais duras, com a possibilidade de derrotar o país em uma única noite.
8) 7 de abril: prioridade de manter a pressão com a ameaça de consequências extremas, destacando a abertura do Estreito de Ormuz como ponto central. A equipe de Trump confirmou que o prazo havia chegado ao fim sem confirmação de acordo.
A cobertura é baseada em informações divulgadas pela imprensa internacional, incluindo a CNN, com apuração de correspondentes como Betsy Klein, Kit Maher, Alejandra Jaramillo, Kevin Liptak, Samantha Waldenberg, entre outros.
Entre na conversa da comunidade