- O Kremlin informou que há grande número de pedidos de energia russa vindos de diversos lugares, em meio à crise energética global.
- Putin sugeriu que clientes europeus acelerem a troca de suprimentos para não ficarem dependentes da energia russa.
- A crise ocorre em meio à tensão entre EUA e Israel contra o Irã, que bloqueia parte do petróleo no Golfo Pérsico ao fechar o Estreito de Ormuz.
- A Rússia produz cerca de dez milhões de barris de petróleo por dia, com metade exportada, e detém as maiores reservas de gás natural do mundo.
- Países asiáticos como Vietnã, Tailândia, Filipinas, Indonésia e Sri Lanka estão buscando petróleo russo ante a queda de capacidade de exportação provocada por ataques ucranianos.
O Kremlin informou nesta terça-feira 7 que há um grande volume de pedidos de energia russa vindos de diversas regiões, em meio a uma crise energética global que afeta os mercados de petróleo e gás. A declaração ocorre em meio a tensões causadas pela relação entre Rússia, Ocidente e regiões produtoras de energia.
Segundo o porta-voz Dmitry Peskov, há demanda por recursos energéticos de fontes alternativas e negociações em andamento para atender aos interesses da Rússia diante da atual conjuntura. O Kremlin não detalhou números específicos nem regiões exatas com maior procura.
Putin já havia sugerido aos clientes europeus que ajustassem seus suprimentos com maior rapidez para evitar depender da energia russa. A declaração aponta para uma estratégia de realinhamento de compras diante do cenário de crise energética mundial.
A Rússia figura entre os maiores produtores globais de petróleo, com cerca de 10 milhões de barris por dia, dos quais metade é destinada à exportação. O país detém as maiores reservas de gás natural do planeta. As informações sobre produção costumam acompanhar relatos de mercado e avaliadas pela imprensa internacional.
A crise é alimentada por ações no Golfo Pérsico, com o Irã mantendo o bloqueio do Estreito de Ormuz, o que reduz a capacidade de escoamento de petróleo. Análises indicam que os preços podem reagir a esse aperto logístico, intensificando a pressão sobre fornecedores.
Relatórios recentes apontam que países asiáticos, incluindo Vietnã, Tailândia, Filipinas, Indonésia e Sri Lanka, passaram a buscar petróleo russo com maior intensidade, em meio aos atrasos e restrições de outras fontes. A Reuters informou, na semana anterior, que a demanda pode superar a oferta disponível.
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