- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ter concordado em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por duas semanas.
- Trump havia afirmado, anteriormente em Truth Social, que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”.
- O Irã convocou jovens para correntes humanas em volta de usinas de energia e afirmou ter recebido milhões de voluntários para lutar caso haja invasão.
- As forças iranianas prometeram retaliação a infraestruturas dos EUA e de Israel; militares iranianos disseram ter ampliado ataques no Golfo Pérsico e perto de Ormuz.
- O Conselho de Segurança da ONU planejou votar para permitir a reabertura do estreito de Ormuz, enquanto a região permanece sob intenso fogo e ataques entre Estados Unidos, Israel e Irã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que concordou em suspender o bombardeio e ataques ao Irã por duas semanas. A medida visa reduzir a escalada militar no Golfo Pérsico, segundo a Casa Branca. Não houve confirmação independente do efeito da pausa.
Trump já havia insinuado, em publicação na rede Truth Social, que poderia ocorrer um desfecho militar rápido caso o Irã não aceite condições. As declarações geraram incerteza sobre a direção futura das ações no Oriente Médio.
Em entrevista anterior, o presidente havia sugerido a possibilidade de derrotar o regime iraniano em uma única noite, ao comentar a operação de resgate de um piloto americano abatido. A fala foi interpretada como sinal de endurecimento, ainda que a posição oficial tenha passado pela suspensão temporária.
Perspectivas e repercussões
O Irã respondeu com intensa mobilização de voluntários e ações de retaliação. Autoridades iranianas pediram mobilização de jovens para reforçar defesa de infraestrutura, com números de voluntários amplamente divulgados pela mídia estatal.
A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter ampliado ataques na chamada onda 99, incluindo alvos no Golfo Pérsico, Ormuz e territórios palestinos. O grupo também relatou ações contra bases e centros de comando de EUA e aliados na região.
Contexto diplomático e militar
O Conselho de Segurança da ONU programou votação para facilitar a reabertura do estreito de Ormuz, ainda sem consenso entre membros permanentes. Enquanto isso, Israel alertou sobre possíveis ataques à infraestrutura iraniana, sinalizando tensões na região.
Na mesma semana, ataques contribuíram para manter o Oriente Médio sob alta tensão. Dados do Comando Central dos EUA indicam que mais de 13 mil alvos foram atingidos no Irã desde o início do conflito. O cenário permanece volátil e sem perspectivas claras de desescalada imediata.
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