- Prazo de 21h, nesta terça-feira, para o Irã reabrir o estreito de Ormuz e aceitar cessar-fogo; caso contrário, as Forças Armadas dos EUA prometem bombardear infraestrutura energética iraniana.
- Trump afirma que não aceitará acordo que permita ao Irã controlar o estreito; estratégia é danificar usinas de energia e pontes para pressionar Teerã.
- O Irã permanece irredutível; líder iraniano disse que milhões estariam prontos para se sacrificar pela defesa do país; correntes humanas foram formadas em instalações estruturais.
- Dados indicam que os EUA, com apoio regional, teriam destruído cerca de 117 mil estruturas não-militares no Irã; o estreito de Ormuz responde por cerca de vinte por cento do petróleo mundial.
- Segundo o TPI, ações militares contra civis podem configurar crimes de guerra; Trump justifica a operação como resposta à busca iraniana por armas nucleares; aprovação de Trump caiu para 36%.
O ultimato de Donald Trump ao Irã vence às 21h de hoje, no fuso de Brasília, com a promessa de ataques a estruturas energéticas caso o país não aceite reabrir o estreito de Ormuz e encerrar o programa nuclear. O Irã reiterou resistência às exigências e mantém diálogo com aliados regionais.
Trump afirmou que não aceitará qualquer acordo que permita ao Irã controlar o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A medida faria parte de uma pressão para o país se submeter a cessar-fogo regional e a desfecho do programa nuclear.
O governo iraniano, conforme fontes oficiais, não cede e aposta em resistência popular. Masoud Pezeshkian disse que milhões de iranianos estão prontos para defender o país. Enquanto isso, o IRCS e o Iran International apontam danos já causados por ataques a infraestruturas não-militares no Irã.
Situação energética no Irã
O Irã possui 477 usinas com capacidade total de cerca de 78.439 MW, segundo mapas de infraestrutura. O mix energético é dominado pelo gás natural, com ênfase também em hidrelétricas e energia nuclear. A política de combate aos danos visa manter o abastecimento interno.
A ameaça de destruição de usinas de energia poderia afetar residências, indústria e transporte, prejudicando a economia e a produção no país. Em reação, milhares de iranianos formaram correntes humanas em pontes e instalações estratégicas para protesto.
Operação dos EUA e resposta iraniana
Trump anunciou, em 1º de abril, que a operação militar no Oriente Médio estaria quase completa e poderia intensificar-se em três semanas. O governo dos EUA justifica a ofensiva pela contenção do programa nuclear iraniano e critica o acordo de 2015.
Na véspera, Irã e EUA recusaram um cessar-fogo proposto pelo Paquistão, com contraproposta iraniana recebida como avanço parcial. O governo iraniano indicou manter a postura diante das condições para a reabertura do estreito.
Crimes de guerra e opinião pública
O índice Elements of Crimes do TPI aponta possíveis crimes de guerra em caso de ataques contra civis. A administração norte-americana é sustentada por argumentos de defesa de cidadãos estadunidenses, mas a situação permanece sob observação internacional.
A popularidade de Trump tem recuado, com aprovação em queda e 36% de apoio a ações militares no Irã. O preço da gasolina nos EUA subiu cerca de 35% desde o início da ofensiva, influenciando a percepção econômica interna.
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