- Trump emitiu um ultimato a Teerã após seis semanas de conflito, dizendo que o regime iraniano terá de responder ou ver uma ameaça de destruição ampla, incluindo ataques a infraestruturas.
- O Irã rejeitou o ultimato, adotando tom firme e escalatório, ressaltando seu direito de controlar o estreito de Hormuz e afirmando que “as portas do inferno” se abrem para quem ataca.
- Um dos cenários discutidos envolve a retomada da abertura do estreito de Hormuz mediante fim dos bombardeios; porém, mesmo assim, grandes mudanças não são garantidas e podem exigir mais negociações.
- A diplomacia ainda pode ocorrer, com mediadores de Egito, Paquistão e Turquia tentando obter um cessar-fogo temporário e uma reabertura do estreito, mas as chances são consideradas baixas.
- No domicílio americano, a opinião pública tende a ficar mais contra a intervenção; o preço da gasolina já passou de $ four por galão, e há riscos de mais custos e perdas políticas para o governo, especialmente antes de eleição.
O presidente dos EUA, Donald Trump, manteve um ultimato sobre o Irã durante o conflito que já dura seis semanas. Em discurso recente, ele afirmou que uma civilização pode desaparecer se o regime de Teerã não responder ao ultimato até a noite de terça-feira, explicando que o conflito envolve ataques aéreos e pressão militar. A posição de Washington aponta para a abertura ou não do estreito de Hormuz, essencial para o comércio mundial.
Trump já lançou avisos semelhantes no passado, mas costuma recuar antes de iniciar ações. Em 21 de março, ameaçou bombardear instalações petrolíferas iranianas caso o estreito não fosse reaberto em 48 horas, mas interrompeu os ataques ao expirarem o prazo. Em seguida, anunciou uma pausa de cinco dias e afirmou ter mantido conversas indiretas com Teerã.
O Irã rejeitou o ultimato de forma firme, destacando seu direito de controlar o estreito e enfatizando que não cederá às pressões. Autoridades militares qualificaram a proposta de Trump como inadequada e insuficiente para alcançar cessar-fogo ou negociações. Antes do ultimato, Teerã cobrava fim de hostilidades, suspensão de sanções e garantias de segurança.
Alguns analistas questionam a credibilidade da opção militar para forçar Teerã a capitular. Especialistas lembram que ataques apenas sobre infraestrutura dificilmente levariam ao rendição do Irã e ressaltam o risco de escalada regional, com uso de minas, drones e mísseis.
A possibilidade de reabrir o estreito por meio de uma grande ofensiva permanece incerta. Há expectativa de que o estreito volte a operar apenas com concessões de ambas as partes, mas estudos indicam que o retorno ao status anterior pode ficar aquém das demandas de Washington e também exigiria participação de aliados regionais.
Mediadores de Egito, Paquistão e Turquia tentam avançar com um acordo de cessar-fogo temporário e uma reabertura do estreito. Contudo, o otimismo é baixo e não houve sinal claro de avanço significativo até o momento.
Nos EUA, a reação doméstica pode se intensificar à medida que a escalada avança. Pesquisas mostram nuances de opinião pública, com parcela da população contrária à intervenção militar. A volatilidade econômica, incluindo possível elevação dos preços de combustível, também preocupa indicadores de apoio político ao governo.
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