- O Ministério das Relações Exteriores comemorou o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e pediu que as partes evitem ações militares ou retórica.
- O governo brasileiro defende que o acordo inclua o Líbano, citando a crise humanitária causada pelos ataques israelenses.
- O pacto ocorre enquanto EUA, Israel e Irã concordaram com uma rodada de negociações nas próximas duas semanas, ligada ao Estreito de Ormuz.
- O anúncio veio um dia após Donald Trump e o regime iraniano chegarem a um consenso sobre a extensão da trégua de duas semanas na região do Estreito de Ormuz.
- Nesta quarta-feira, antes do acordo, Trump afirmou, em rede social, que uma civilização inteira iria morrer.
O governo brasileiro reagiu ao cessar-fogo anunciado entre EUA e Irã, destacando a intenção de reduzir tensões e evitar nova escalada. A nota oficial ressalta a abertura para uma nova rodada de negociações nas próximas duas semanas.
De acordo com o Itamaraty, o Brasil celebra a perspectiva de um acordo de paz abrangente e instiga as partes a evitar ações militares ou retóricas que aumentem a crise regional. O comunicado reforça a importância de manter um ambiente propício à negociação.
O texto brasileiro também defende que o cessar de hostilidades se estenda ao Líbano, país afetado pela crise humanitária decorrente dos ataques israelenses e do conflito com o Hezbollah, que tem ligações com o Irã.
Posicionamento do Brasil
O Ministério das Relações Exteriores enfatiza a necessidade de cooperação internacional para reduzir tensões no Oriente Médio e evitar novas escaladas, mantendo o foco na estabilidade regional.
O Itamaraty aponta ainda que o envolvimento do Líbano na trégua é essencial para uma resposta humanitária mais eficaz e para evitar novas ondas de violência que possam afetar civis.
Segundo autoridades brasileiras, o acordo preliminar entre EUA e Irã estabelece um intervalo de duas semanas para nova rodada de negociações, com participação de atores regionais relevantes. O objetivo é criar um quadro para diálogo mais amplo.
Contexto regional
A trégua ocorre em meio a confrontos entre Israel e o Irã, com o Hezbollah atuando no Líbano e contribuindo para a escalada. A comunicação aponta para a necessidade de mecanismos que garantam monitoramento e cumprimento dos compromissos.
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