- O Irã vai cobrar pedágio em Bitcoin para navios-tanque passarem pelo Estreito de Ormuz, segundo o Financial Times.
- A taxa está fixada em US$ 1 por barril e o pagamento em Bitcoin visa evitar confisco por sanções.
- O procedimento envolve envio de e-mail pelas embarcações com a carga e, após avaliação, poucos segundos para pagar em Bitcoin.
- O Estreito de Ormuz já respondia por cerca de 20% do petróleo mundial antes do conflito; ataques a navios passaram a ocorrer durante a guerra.
- Com o cessar-fogo entre EUA e Irã, o Irã diz que a rota será retomada, mas navio que tentar passar sem pagar poderá ser destruído.
O Irã irá cobrar pedágio de navios-tanque que atravessarem o Estreito de Ormuz, com pagamento em Bitcoin. O valor é de US$ 1 por barril. A informação foi divulgada pelo jornal Financial Times, citando autoridades iranianas.
O anúncio ocorre em um momento de aproximação entre EUA e Irã, após um cessar-fogo anunciado recentemente. O país afirma que a cobrança valerá para todas as embarcações que passarem pelo estreito.
Procedimento de cobrança
Segundo Hosseini, porta-voz da União dos Exportadores de Produtos de Petróleo, Gás e Petroquímicos do Irã, o navio precisa enviar um e-mail às autoridades com informações da carga. Em seguida, deverá iniciar o pagamento em Bitcoin assim que houver avaliação, em segundos, para evitar rastreamento ou confiscos por sanções.
Hammam de contexto regional
Antes da crise, o Estreito de Ormuz era rota por onde passava parte relevante do petróleo mundial. Durante o conflito, o Irã elevou tensões com ataques a navios, impactando mercados globais de energia. O cessar-fogo divulgado na terça-feira, 7 de abril, prevê retomada de passagem pela rota, desde que as regras de pedágio sejam cumpridas.
Desdobramentos
Hosseini afirmou que tentativas de passar sem pagamento poderão resultar na destruição do navio. O acordo de cessar-fogo, ainda sujeito a implementação, não altera a exigência de cobrança para passagem pelo estreito, segundo o porta-voz. A confirmação envolve fontes associadas ao Financial Times.
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