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Relação entre EUA e Brasil está em melhor estágio, diz cônsul

Cônsul-geral dos Estados Unidos diz que a relação Brasil-Estados Unidos está em lugar muito melhor, com maior investimento direto e potencial de expansão nuclear até 2050

Na imagem, os presidentes Donald Trump (à esq.) e Lula (à dir.) em encontro na Malásia que marcou a retomada das tratativas entre os países
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  • O cônsul-geral dos EUA no Rio de Janeiro, Ryan Rowlands, disse que a relação Brasil–Estados Unidos, apesar de altos e baixos, está “em um lugar muito melhor” hoje.
  • A declaração foi feita durante painel sobre relações comerciais na Latam Energy Week, no Rio de Janeiro.
  • Rowlands afirmou que os EUA são a principal fonte de investimento direto no Brasil e que a parceria sustenta mais de 500 mil empregos, com um terço do investimento externo vindo dos EUA.
  • O diplomata destacou a diversidade da matriz energética brasileira e o potencial do setor nuclear, citando planos de ampliar o uso dessa fonte e quadruplicar a geração até 2050.
  • Segundo ele, o aumento da demanda global por energia pode abrir uma nova ponte de cooperação entre os dois países no setor, inclusive relacionada a petróleo e gás.

O cônsul-geral dos EUA no Rio de Janeiro, Ryan Rowlands, afirmou que a relação entre Brasil e Estados Unidos passou por altos e baixos, mas está em um momento significativamente mais estável, em comparação com meses anteriores. A declaração ocorreu durante a Latam Energy Week, no Rio de Janeiro, em um painel sobre relações comerciais.

Rowlands destacou que os EUA aparecem como a principal fonte de investimento direto no Brasil, sustentando mais de 500 mil empregos no país. Segundo ele, a participação externa na economia brasileira chega a um terço do total, ressaltando a importância da parceria bilateral para o mercado interno.

O diplomata também elogiou a diversidade da matriz energética brasileira, apontando o setor nuclear como diferencial com potencial de expansão. Em seus planos, há a meta de ampliar o uso da energia nuclear e quadruplicar a geração até 2050, para atender a demanda global, inclusive com impactos na Petrobras e no setor de petróleo e gás.

Para Rowlands, o Brasil pode se beneficiar de uma maior cooperação nuclear frente ao aumento da demanda por energia, especialmente no contexto de avanços tecnológicos e aplicações como a inteligência artificial. Ele disse que a energia nuclear pode apoiar o crescimento da produção de petróleo e gás, além de diversificar as fontes brasileiras.

Na ocasião, o consulado não fez comentários sobre desdobramentos de conflitos internacionais. As informações sobre o cessar-fogo entre EUA e Irã e a reabertura do estreito de Ormuz, acordados na véspera, não foram objeto de exposição no painel.

O contexto regional é marcado pela retomada de tratativas entre os dois países, após períodos de tensão. A Latam Energy Week reuniu autoridades, empresários e especialistas para debater temas de energy tech, investimentos e cooperação energética entre Brasil e EUA.

Entre os dados apresentados, houve referência à importância do capital americano para o desenvolvimento de projetos em infraestrutura e, especialmente, na transição energética brasileira. A fala de Rowlands reforçou a visão de longo prazo para a parceria bilateral.

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