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China reprime golpes, mas não os que atingem americanos

China intensifica o combate a golpes internos, mas redes criminosas migraram para vítimas no exterior, com foco nos americanos

A Royal Thai Army officer looks at work booths inside an abandoned scam centre in O'Smach town on the ThaiCambodian...
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  • O FBI informou que perdas com golpes cibernéticos de americanos chegaram a US$ 17,7 bilhões no ano passado, e esse número pode ser maior na prática por subnotificação.
  • Autoridades chinesas atuam de forma seletiva, visando crimes que afetam chineses, o que leva quadrilhas a mirar vítimas no exterior, especialmente nos EUA.
  • Pesquisas indicam que criminosos chineses passaram a focar mais nos americanos e em vítimas internacionais, em resposta às ações de repressão dentro da China.
  • De 2023 para 2024 houve queda de cerca de 30% nas perdas de chineses para golpes, enquanto os EUA registraram alta superior a 40%, segundo depoimento de Jason Tower.
  • A Organização das Nações Unidas para a Detenção de Drogas e Crime (ou ONU contra crime) observou diversificação da mão de obra dos centros de golpes, com recrutamento de pessoas de mais países e línguas.

A China intensificou ações para combater fraudes dentro do país, mas pesquisadores dizem que gangues internacionais estão redirecionando ataques para vítimas no exterior. As investidas locais diminuíram em números, enquanto golpes envolvendo cidadãos de outros países ganharam espaço.

Relatórios oficiais indicam que golpes cibernéticos contra americanos somaram mais de 17,7 bilhões de dólares em perdas anunciadas no último ano. Muitos casos não são reportados, o que sugere subestimativa. A falta de cooperação com autoridades chinesas é apontada por alguns como entrave para ações globais eficazes.

Segundo a análise de comissões americanas, a estratégia seletiva de Pequim, que foca em reduzir impactos sobre cidadãos chineses, pode ter incentivado criminosos a mirar o exterior. Pesquisadores afirmam que centros de golpe continuam operando, desde que o foco permaneça em vítimas estrangeiras.

Mudanças de foco entre os criminosos

Estudos de 2023 a 2024 mostram queda de perdas entre chineses e aumento de golpes contra o exterior, com maior incidência nos Estados Unidos. O aumento é registrado por comissões e pesquisas independentes que acompanham crime transnacional.

Agências internacionais destacam a diversificação de alvos. O UNODC aponta que centros de golpe passaram a empregar um leque maior de nacionalidades e idiomas, em parte como reação à fiscalização chinesa. A mudança também refletiria estratégias para evitar repressão local.

Especialistas ressaltam que a China investe em campanhas públicas contra fraudes, buscando alertar a população. Ainda assim, analistas afirmam que a repressão doméstica desloca parte da atividade para o exterior, aumentando a pressão sobre vítimas internacionais.

A avaliação de especialistas em segurança digital é de que o esforço de Pequim é relevante no combate a fraudes, mas não impede a prática global. Pesquisadores citam que a repressão interna tende a redirecionar redes criminosas para mercados externamente desprotegidos.

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