- O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, rebateu Trump, dizendo que não são “um pedaço de gelo” e destacando a população de 57 mil habitantes.
- Nielsen pediu aos aliados da Otan que se unam para defender a ordem geopolítica pós‑guerra e o direito internacional.
- As negociações entre Groenlândia, Dinamarca e Estados Unidos sobre a ilha seguem, com novas reuniões marcadas.
- A crise começou quando Trump pressionou para tomar a Groenlândia, levando tropas de alguns países europeus a se mobilizarem em apoio à aliança.
- Apesar de recuos após conversas com o secretário-geral da Otan, Nielsen afirma não ver o fim das ambições americanas pela ilha.
A Groenlândia respondeu a um comentário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou a ilha como um grande pedaço de gelo. O primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen disse que a população de 57 mil habitantes não é um objeto e que a região é parte de uma comunidade global baseada no direito internacional e na OTAN. A reação ocorreu após Trump criticar a aliança por não estar pronta para agir no Iraque e no Irã, em um contexto de tensões regionais.
Nielsen afirmou que a Groenlândia é uma nação que cumpre seus deveres como cidadã global e que manter a ordem geopolítica pós-guerra depende da cooperação entre aliados. Ele ressaltou a importância da OTAN e do direito internacional, destacando que suas regras devem ser defendidas por todos os membros.
Crise com a Groenlândia e negociações
A tensão envolve a Dinamarca, a Groenlândia e os EUA, com negociações diplomáticas em curso desde o fim de janeiro sobre a relação de defesa no Ártico. Relatos indicam que vários países europeus enviaram contingentes militares como sinal de solidariedade e dissuasão. Trump recuou temporariamente após conversas com o secretário-geral da OTAN, mas manteve pressões em declarações recentes.
As conversas entre Groenlândia, Dinamarca e EUA continuam, com novas sessões marcadas. Washington argumenta que a Groenlândia é estratégica para enfrentar possíveis ameaças da Rússia e da China no Ártico, e que a Dinamarca não é a única garantia de segurança da ilha. Nielsen, no entanto, informou que não discorreria sobre detalhes das tratativas.
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