- No primeiro dia do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, Israel realizou a maior onda de ataques ao Líbano, deixando pelo menos cento e oitenta e duas mortes, o que pode colocar a trégua em risco.
- O Irã afirmou que o cessar-fogo incluía o Líbano, posição acompanhada pelo Paquistão; EUA e Israel negaram essa leitura.
- As delegações dos EUA e do Irã devem iniciar negociações em Islamabad neste fim de semana, com a inclusão do Líbano como possível elemento decisivo.
- Israel cogita destruir vilas no sul do Líbano, expulsou cerca de meio milhão de libaneses de suas casas e citou como referência operacões em Rafah e Khan Younis, na Faixa de Gaza.
- Especialistas alertam que os ataques contínuos podem descarrilar o cessar-fogo, elevando o risco de nova guerra e exigindo possível envolvimento direto de outras lideranças internacionais.
No primeiro dia do cessar-fogo entre EUA e Irã, na quarta-feira (8), Israel realizou sua maior ofensiva ao Líbano desde o início do conflito. Pelo menos 182 pessoas morreram nos ataques, em um movimento que aumenta a tensão sobre a trégua já fragilizada.
O conflito envolve Israel, Hezbollah, apoiado pelo Irã, e ações ocorridas desde a ofensiva anterior contra o grupo no sul de Israel. O Hezbollah tem atuado em apoio ao Hamas, intensificando confrontos na fronteira libanesa. O Irã e o Paquistão afirmaram que o Líbano estaria coberto pelo cessar-fogo, enquanto Israel e os EUA negaram a extensão. As negociações entre EUA e Irã devem ocorrer em Islamabad neste fim de semana.
Mais de 1 milhão de pessoas já foram deslocadas no Líbano desde o início do último ciclo de combates. Até a semana passada, o Ministério da Saúde local registrou cerca de 1.530 mortes e 4.812 feridos. As autoridades de Israel deixaram claro que pretendem manter posições no sul libanês para estabelecer uma zona de amortecimento.
Por que há preocupação com o cessar-fogo?
Analistas apontam que a continuidade dos ataques pode descarrilar o acordo entre EUA e Irã. A disputa envolve a cobertura do Líbano pelo cessar-fogo e o risco de novas escaladas com o Irã e, potencialmente, com aliados regionais. Especialistas destacam que mudanças de fronteira propostas por autoridades israelenses têm potencial de ampliar o conflito.
A tensão aumenta com declarações de autoridades israelenses que defendem ações miradas a desmantelar nichos de atuação do Hezbollah. Em Washington e Teerã, as equipes diplomáticas devem discutir modos de manter a trégua sem comprometer interesses estratégicos de cada lado. Observadores ressaltam que qualquer solução dependerá de atuação coordenada entre as partes envolvidas.
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