- Irã limitou o tráfego no estreito de Ormuz e sinalizou cobrança de pedágio para a passagem de navios.
- Nas últimas 24 horas, apenas um navio-tanque e oito graneleiros atravessaram o estreito; a média normal é de cerca de 130 embarcações.
- Mesmo com trégua de duas semanas, a passagem fica limitada a no máximo 15 embarcações por dia e deve ser coordenada com a Guarda Revolucionária, possivelmente para evitar minas.
- A União Europeia afirma que o direito internacional garante a liberdade de navegação sem pedágios; o governo britânico também rejeita a cobrança.
- O preço do petróleo subiu, com o Brent chegando próximo de US$ 100 por barril; o FMI alerta para impactos na economia global e crescimento mundial mais baixo em 2026.
O Irã limitou o tráfego no estreito de Ormuz e sinalizou cobrança de pedágio para a passagem de navios. A medida, em vigor durante uma trégua de duas semanas, acendeu alerta internacional. A rota é crucial para o abastecimento mundial de combustível.
Nas últimas 24 horas, apenas um navio-tanque e oito graneleiros passaram pelo estreito. Em pleno funcionamento, a média diária costuma ficar em torno de 130 embarcações. O Irã estabeleceu teto de 15 navios por dia e condicionou as rotas à guarda revolucionária para evitar minas.
A notícia gerou preocupação entre aliados e mercados. Países europeus afirmam que o direito internacional garante a liberdade de navegação, sem pedágio. O governo britânico também rejeita a cobrança e defende passagem livre.
Repercussões internacionais
Em visita ao Golfo, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer destacou a necessidade de um cessar-fogo permanente e do estreito operando normalmente. O preço do petróleo reagiu com alta, com o Brent próximo de US$ 100 por barril.
Especialistas apontam impactos na economia global, mesmo com eventual acordo de paz. O Fundo Monetário Internacional estimou efeitos duradouros na atividade econômica mundial, com crescimento global mais lento em 2026.
Implicações econômicas e estratégicas
A escalada afeta cadeias de suprimentos e custos logísticos, já que o estreito de Ormuz é passagem estratégica para o petróleo. Analistas acompanham se outros atores marítimos vão redobrar medidas de segurança e rotas alternativas.
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