- Israel afirmou ter matado Naim Qassem, líder do Hezbollah, em ataque realizado em Beirute na quinta-feira (9).
- Qassem era uma figura-chave do Hezbollah, aliado do Irã; a morte ainda não foi confirmada pelo grupo.
- O ataque acontece em meio a uma escalada desde o início da guerra na região, com o Hezbollah atuando ao lado do Irã desde 2 de março.
- Israel diz ter atacado alvos do Hezbollah no Líbano desde o início da guerra, e o conflito já deixou mais de mil mortos.
- Em 2024, Hassan Nasrallah, antecessor de Qassem, foi assassinado; o Hezbollah nomeou Qassem como líder um mês depois e não desarmou sob proposta de cessar-fogo dos EUA.
Israel afirmou, nesta quinta-feira, ter eliminado Naim Qassem, líder do Hezbollah, em um ataque em Beirute. A declaração ocorreu dois dias após a ofensiva israelense que se intensificou no teatro regional do conflito. A manobra é apresentada como resposta a ações do grupo na região.
Qassem é visto como um dos principais aliados do Irã no Oriente Médio. A morte, caso seja confirmada pelo Hezbollah, representaria golpe considerável para o grupo e para Teerã, que sustenta o movimento desde a década de 1980.
Conflito envolve o Hezbollah desde 2 de março, quando o grupo se colocou ao lado do Irã na escalada contra Israel. A ofensiva começou após ataques na região e na sequência de ações aéreas norte-americanas e israelenses contra o Irã.
Desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, Israel tem atingido alvos considerados pelo governo israelense como pertencentes ao Hezbollah no Líbano. O país afirma que o grupo tenta se rearmar.
Contexto do conflito
Mesmo com um cessar-fogo apoiado pelos EUA em 2024, o Hezbollah continua enfrentando ataques israelenses. A organização não confirmou oficialmente a morte de Qassem até o momento.
Em 2024, o antecessor de Qassem, Hassan Nasrallah, foi morto em um ataque aéreo de Israel, no clímax de confrontos que envolviam o Hezbollah e posições israelenses na fronteira.
O Hezbollah foi criado em 1982, apoiado pela Guarda Revolucionária do Irã, para enfrentar a ocupação israelense do sul do Líbano. A liderança tem se mantido sob influência regional desde então.
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