- Israel afirma ter eliminado Ali Yusuf Harshi, sobrinho e secretário pessoal do líder do Hezbollah, Naim Qassem, em ataque na região de Beirute durante a noite de quinta-feira.
- O Hezbollah ainda não confirmou a morte.
- Desde o início da guerra em Gaza, Israel afirma ter atacado alvos no Líbano, com balanços de vítimas que ultrapassam mil pessoas.
- Apesar de um cessar-fogo apoiado pelos EUA, o Estado israelense segue atingindo alvos considerados do Hezbollah no Líbano, sob a justificativa de evitar rearmamento.
- Em 2024, Israel já assassinou Hassan Nasrallah, líder anterior do Hezbollah, e o grupo nomeou Naim Qassem como novo líder após o ocorrido.
Israel afirmou ter eliminado em Beirute, durante a noite, o sobrinho de Naim Qassem, líder do Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã. A operação foi anunciada pelas Forças de Defesa de Israel na manhã de sexta-feira.
Segundo militares, Ali Yusuf Harshi era secretário pessoal e sobrinho de Qassem. O grupo libanês ainda não confirmou a morte, o que mantém a confirmação pendente.
A notícia ocorre em meio a um histórico de hostilidades entre Israel e o Hezbollah, que se intensificou desde o início da guerra regional. O Hezbollah atua ao lado do Irã na região.
Contexto do conflito e desdobramentos recentes indicam que o grupo acelerou ações após ataques aéreos israelenses ao Irã, em represália a operações anteriores e à escalada de violência que já deixou milhares de mortos.
Entre 2023 e 2024, as tensões se agravaram com ações de ambos os lados e com o cessar-fogo apoiado pelos EUA, que não impediu ataques periódicos contra alvos identificados como pertencentes ao Hezbollah no Líbano.
A organização continua sob pressão desde o assassinato do líder Hassan Nasrallah, em 2024, atribuído a Israel, que culminou na nomeação de Qassem como cabeça do grupo, mantendo a liderança diante de novas ameaças.
O Hezbollah foi criado em 1982 por militantes xiitas muçulmanos no Líbano, com apoio da Guarda Revolucionária do Irã, para enfrentar a ocupação israelense no sul do país.
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