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Reabertura de Ormuz não acabará com a turbulência global, diz Reino Unido

Reabertura de Ormuz não garantirá estabilidade global; Reino Unido defende passagem gratuita e foco em segurança nacional e cadeias de suprimentos diversificadas

A Secretária de Relações Exteriores Britânica, Yvette Cooper • Leon Neal/Getty Images
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  • A ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper, afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz não eliminará a instabilidade econômica global.
  • Cooper disse que “a turbulência é o novo normal” e que a nova realidade não começou nem terminará com a guerra no Irã ou com a reabertura de Ormuz.
  • O governo do Reino Unido defende que a passagem pelo Estreito deve ser gratuita e não pode ser negociada com licitantes individuais.
  • Cooper criticou governos anteriores por não diversificarem cadeias de suprimentos, tornando a Grã-Bretanha vulnerável a coerção econômica.
  • O governo britânico, com Keir Starmer no poder desde 2024, afirmou adotar uma estratégia que prioriza segurança nacional e econômica, sem terceirizar decisões de política externa.

A reabertura do Estreito de Ormuz não eliminará a turbulência econômica global. Em discurso nesta quinta-feira, 9, a ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper, afirmou que a volatilidade se tornou a normalidade da atual conjuntura.

Embora o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha anunciado um cessar-fogo com o Irã, não houve sinal de que Teerã suspenderá o bloqueio quase total do estreito. A interrupção é apontada como a maior já registrada no fornecimento de energia mundial.

Cooper destacou que a passagem pela rota marítima é estratégica e deve ocorrer de forma livre, sem cobrança ou venda a licitantes. Segundo ela, governos passados terceirizaram decisões que deixaram a Grã-Bretanha exposta a cadeias de suprimentos não diversificadas.

A chefe da diplomacia britânica afirmou que a estratégia do governo de 2024 prioriza a proteção nacional e econômica, sem terceirizar a política externa. A posição é vista como uma mudança em relação a ações ofensivas contra o Irã, conforme citou a fala da Britânica.

A ministra reforçou que a segurança nacional e econômica deve guiar as decisões, mantendo a independência estratégica do Reino Unido. Ela indicou que a globalização precisa de ajustes para reduzir vulnerabilidades diante de pressões globais.

Fonte: gabinete da Relações Exteriores do Reino Unido. O governo afirma manter o foco na estabilidade de suprimentos e na proteção de interesses nacionais diante de tensões regionais.

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