- O presidente dos EUA, Donald Trump, pressionou a OTAN por compromissos concretos para garantir a segurança do Estreito de Ormuz durante reunião com o secretário-geral, na quarta-feira, 8.
- Dois diplomatas europeus disseram à CNN que os passos devem ocorrer em dias e que a demanda também é urgente para a Europa.
- O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, foi citado como útil ao explicar a aliados da OTAN que ficaram surpresos com a atuação dos EUA e de Israel na região, e que há coalizão para apoiar a abertura do estreito.
- Rutte afirmou que, sob a liderança de Keir Starmer e com os 34 países trabalhando com os EUA, é essencial manter o estreito aberto e evitar o seu fechamento.
- Após a reunião, Trump voltou a atacar a OTAN em suas redes, dizendo que a aliança não estaria presente quando mais precisava.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu medidas rápidas e concretas aos membros da OTAN para assegurar o Estreito de Ormuz durante reunião com o secretário-geral da organização, na quarta-feira (8). Diplomatas europeus afirmam que a demanda visava compromissos em poucos dias e que a urgência é compartilhada pela Europa.
Segundo o relato de dois diplomatas, Trump buscou alignment entre os 34 países da aliança para apoiar a abertura do estreito, ressaltando que a proteção passa pela ação conjunta. Um dos interlocutores destacou que aliados ficaram surpresos com a escalada entre EUA e Irã, que já provocou evacuações de cidadãos na região.
O diplomata também citou a participação de Mark Rutte, primeiro-ministro da Holanda, como uma voz que respondeu a Trump explicando o peso da coalizão. A ideia é manter o estreito aberto e sob proteção internacional, conforme o entendimento entre EUA e seus parceiros.
Contexto e desdobramentos
Keir Starmer, líder do governo britânico, é citado como participante de um esforço para coordenar a resposta dos aliados. A leitura é de que os 34 países trabalham em conjunto com os EUA para evitar o fechamento do Estreito de Ormuz e assegurar passagem segura de navios.
Após a reunião, Trump usou as redes sociais para reiterar críticas à OTAN, afirmando que a aliança não esteve presente quando necessária e não estaria presente novamente caso haja nova necessidade. As postagens foram feitas na Truth Social, plataforma de sua autoria.
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