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V&A de Londres lança página sobre a proveniência de seus objetos

Museu Victoria and Albert lança hub de proveniência para esclarecer origens de objetos, incluindo itens saqueados e pedidos de restituição

A ring (probably before 1874), part of the Asante regalia within the Victoria and Albert Museum’s collection
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  • O Victoria and Albert Museum lançou uma página sobre a proveniência de seus objetos, destacando histórias de saques no acervo.
  • A página “Como os objetos chegaram ao V&A?” mostra itens com trajetórias marcadas por violência ou coerção, além de outros com dúvidas sobre como chegaram ao museu.
  • O diretor Tristram Hunt afirma que o site reflete compromisso com responsabilidade e transparência, em conformidade com a Lei de Patrimônio Nacional de 1983.
  • O lançamento ocorreu no Dia Internacional de Pesquisa de Proveniência, em 8 de abril, iniciativa da Research Association for Provenance Research.
  • O material reúne ensaios e peças, incluindo Asante Regalia e itens de Maqdala (Etiópia), além de mencionar que dois objetos saqueados — cálice e coroa de ouro — estão sob restituição solicitada pela Etiópia desde 2007; a coleção etíope envolve cerca de noventa objetos.

A Victoria and Albert Museum (V&A), em Londres, lançou uma página dedicada à pesquisa de provenance dos seus objetos. O objetivo é explicar as trajetórias de peças que integram o acervo, incluindo itens com histories de violência, coerção ou injustiça.

Tristram Hunt, diretor do V&A, afirma que a página reforça o compromisso institucional com responsabilidade e transparência. O site opera sob a Lei de Patrimônio Nacional de 1983, que restringe a deacessão de artefatos sem critérios rigorosos.

A iniciativa foi lançada no International Provenance Research Day, 8 de abril, evento que incentiva museus a compartilhar seus trabalhos de rastreamento de histórias de objetos. A data é organizada pela Research Association for Provenance Research.

O conteúdo da nova página

Segundo o museu, o hub reúne artigos existentes e uma nova peça sobre as coleções etíopes. Também traz uma seleção de objetos que ilustram diferentes temas de proveniência, incluindo itens saqueados.

Asante Regalia, conjunto em exibição no Manhyia Palace Museum, em Gana, está entre as peças destacadas. Outras referências incluem materiais de Maqdala, saqueados em 1868 na Etiópia, e um jarro de ouro de 4.250 anos, devolvido à Turquia em 2021.

Alexandra Watson Jones, curadora de provenance research, explica que cerca de 90 objetos etíopes integram o acervo, em sua maioria relacionados à expedição britânica a Etiópia de 1867-68. A campanha resultou na morte do imperador Tewodros II e no saque de grande parte da cultura etíope.

Archivística e contexto histórico acompanham as peças: fotografias, desenhos e materiais de arquivo ajudam a situar eventos desse período na história entre Etiópia e Reino Unido, afirma Jones. O material evidencia as circunstâncias de aquisição.

Itens específicos e pedidos de restituição

Entre as peças mencionadas, destaca-se uma taça maciça de ouro e uma coroa de ouro, objetos sagrados da Igreja Ortodoxa Etíope, saqueados em Maqdala e mantidos no V&A. Em 2007, a Ethiopian government solicitou a restituição de tais itens, com propostas de empréstimo de longo prazo que não se materializaram.

Outros artefatos incluem uma placa circular de jade nephrita (China, 1700-1800) saqueada de Yuanming Yuan em 1860 por um negociante, e uma caixa de charuto de betel do conjunto de Thibaw, da Birmânia, presenteada à Grã-Bretanha em 1964.

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