- Brasil e Estados Unidos anunciaram acordo de cooperação para combater o tráfico internacional de armas e drogas, com compartilhamento contínuo de informações entre a Receita Federal brasileira e a U.S. Customs and Border Protection (CBP).
- A parceria previne a troca de informações sobre apreensões feitas nas aduanas dos dois países para facilitar investigações sobre padrões, rotas e vínculos entre remetentes e destinatários.
- O acordo foi detalhado após reunião no Ministério da Fazenda, com o ministro Dário Durigan destacando o compartilhamento qualificado de informações para atuar tanto na origem quanto no destino das cargas.
- Conforme a Polícia Federal, mais de 1,1 mil armas e peças de armamentos foram apreendidas nos últimos 12 meses nas aduanas brasileiras; no primeiro trimestre de 2026, foram apreendidas mais de 1,5 mil toneladas de drogas vindas dos Estados Unidos.
- Uma das entregas do acordo é o Programa Desarma, sistema informático da Receita Federal que aumenta o rastreamento internacional de armas e itens sensíveis, registrando dados como origem, logística e números de série para mapear redes ilícitas.
Brasil e Estados Unidos fecharam um acordo de cooperação para o combate ao tráfico internacional de armas e drogas. O entendimento envolve troca constante de informações entre autoridades aduaneiras.
A parceria reúne a Receita Federal brasileira e o U.S. Customs and Border Protection, com compartilhamento digital de dados sobre apreensões em aduanas. A ideia é mapear padrões, rotas e vínculos entre remetentes e destinatários.
Segundo o ministro Dario Durigan, o acordo amplia a capacidade de ação conjunta, tanto na origem quanto no destino das cargas ilícitas, por meio do compartilhamento qualificado de informações.
A iniciativa foi anunciada após reunião no Ministério da Fazenda, na sexta-feira, 10, com participação de autoridades brasileiras e do CBP. O objetivo é acelerar investigações e desarticular organizações transnacionais.
Raio-X do combate
O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, destacou o uso de tecnologias de raio-X em contêineres, que aumenta a identificação de peças destinadas à montagem de armamentos. Contêineres em trânsito são escaneados.
Barreirinhas informou que as apreensões de peças têm crescendo, à medida que organizações criminosas recorrem a componentes para montar armas. O procedimento facilita o rastreamento de itens sensíveis.
A Polícia Federal também integrou a apresentação, com o diretor-geral Andrei Rodrigues. Em 12 meses, foram apreendidas 1,1 mil armas e peças nas aduanas brasileiras, segundo levantamentos da PF.
No primeiro trimestre de 2026, a PF indicou a apreensão de mais de 1,5 mil toneladas de drogas vindas dos EUA, com predomínio de substâncias sintéticas e haxixe, segundo dados oficiais.
Programa Desarma
Entre as entregas do acordo está o Programa Desarma, sistema informatizado da Receita Federal que amplia o rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis. Ele registra dados estratégicos das apreensões.
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