- Brasil e Estados Unidos anunciam cooperação no combate ao tráfico de armas e drogas, com compartilhamento de dados entre Receita Federal e Polícia Federal.
- A iniciativa prevê a troca de informações em tempo real sobre apreensões, para que autoridades americanas interceptem remessas antes de saírem dos EUA.
- Encontro entre Lula e Trump, previsto para março, foi adiado por tempo indeterminado devido à guerra no Oriente Médio.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, vai aos EUA para reuniões no Banco Mundial e FMI; também há tratativas sobre cooperação em minerais críticos.
- O governo brasileiro mantém cautela sobre o acordo de minerais críticos, buscando compromissos quantificáveis e evitando favorecer empresas americanas.
Brasil e Estados Unidos avançam na cooperação para combater o tráfico de armas e drogas, com anúncio de cooperação bilateral nesta sexta-feira, 10. O acordo prevê compartilhamento de dados entre autoridades dos dois países. Continua, no entanto, a desconfiança entre Brasília e Washington.
O projeto piloto envolve a troca de informações sobre contêineres e remessas suspeitas, ampliando a atuação de fiscalização. Hoje, dados já são usados pela Receita Federal para identificar armas ilegais. A nova etapa agrega informações em tempo real.
Segundo o governo brasileiro, o objetivo é aprimorar a interceptação de cargas antes de chegarem aos EUA. A parceria foi apresentada como passo relevante após a aproximação entre Lula e Trump, ainda sem data marcada para novo encontro entre eles.
Durigan viaja aos EUA para reuniões no Banco Mundial e no FMI, na próxima semana. O ministro também participa de conversas sobre cooperação financeira entre Brasil e Estados Unidos, com foco em minerais críticos.
Desde fevereiro, o Brasil analisa um possível acordo sobre minerais críticos, proposto pelos EUA. O tema busca evitar dependência tecnológica de outros polos. O governo brasileiro exige garantias de benefício para empresas nacionais e investimentos.
Apesar do avanço, há divergências. Integrantes do governo americano já criticaram autoridades brasileiras em momentos anteriores. Questões envolvendo políticas comerciais ainda geram atritos entre as duas frentes governamentais.
A agenda diplomática brasileira tenta usar a cooperação contra o crime transnacional para reduzir tensões recentes com Washington. Em paralelo, o Itamaraty monitora a possibilidade de classificar facções brasileiras como organizações terroristas, tema considerado como balão de ensaio.
O adiamento do encontro Lula-Trump, previsto para março, decorre da atual instabilidade no Oriente Médio. As prioridades externas de Washington foram reconfiguradas, impactando a agenda bilateral.
Durigan permanece como interlocutor brasileiro para assuntos econômicos e estratégicos. Têm sido discutidas formas de fortalecer a cooperação em segurança pública, com ênfase na eficiência de combate a crimes transnacionais.
O governo brasileiro sustenta que a cooperação com os EUA deve dialogar com interesses de Estado, mantendo a autonomia de decisões nacionais. O tema de parcerias em direitos, comércio e segurança segue sob avaliação técnica.
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