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Defesa de Zambelli recorre na Itália para evitar extradição

Defesa de Carla Zambelli recorre à Corte de Cassação italiana para derrubar extradição após condenação do STF

Lula Marques/ Agência Brasil
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  • A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli protocolou recurso na Corte de Cassação da Itália para derrubar a decisão que autorizou sua extradição para o Brasil.
  • A Corte de Apelação italiana havia aceitado a extradição no mês passado, mas a decisão ainda não é definitiva, cabendo recurso.
  • A defesa aponta irregularidades processuais, críticas ao sistema carcerário brasileiro e questiona a condução do processo pelo ministro Alexandre de Moraes.
  • Zambelli foi condenada pelo STF a dez anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do CNJ, em 2023, e deixou o Brasil com dupla cidadania em busca de asilo na Itália.
  • Se a extradição for mantida, a decisão final caberá ao Ministério da Justiça da Itália; a análise pela Corte de Cassação pode levar até seis meses.

A defesa da ex-deputada Carla Zambelli apresentou recurso à Corte di Cassazione da Itália para impugnar a decisão que autorizou a extradição para o Brasil. O recurso foi protocolado nesta sexta-feira (10). A Corte de Apelação italiana havia aceitado a extradição no mês passado, mas a decisão não é definitiva.

Segundo a defesa, há irregularidades processuais no caso, críticas às condições do sistema carcerário brasileiro e questionamentos à atuação do ministro Alexandre de Moraes na condução do processo que a condenou. Os argumentos apontam falhas formais e legais no pedido de extradição.

A Corte de Cassação é a última instância do judiciário italiano. A análise pode durar até seis meses. Caso a extradição seja mantida, o Ministério da Justiça italiano terá a palavra final sobre o retorno de Zambelli ao Brasil.

Contexto do caso

Em julho do ano passado, Zambelli foi presa em Roma após tentativa de escapar de mandado de prisão emitido por Moraes. A deputada tem dupla cidadania e buscou asilo na Itália após ser condenada pelo STF a 10 anos pela invasão ao CNJ em 2023.

A investigação aponta Zambelli como autora intelectual da invasão para emitir um mandado falso contra Moraes. O hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que declarou ter realizado o trabalho por ordem da parlamentar.

O Brasil solicitou a extradição de Zambelli após a fuga para a Itália, onde ela permanece enquanto o recurso tramita. A decisão final depende da Corte de Cassação e, posteriormente, do Ministério da Justiça italiano.

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