- O governo dos Estados Unidos deve estender nesta sexta-feira a isenção que permite a compra de petróleo e derivados russos sancionados, válida por 30 dias até 11 de abril.
- A medida faz parte de esforços para controlar os preços globais de energia durante a guerra; o secretário do Tesouro, Scott Bessent, se reuniu com o presidente Donald Trump para discutir a extensão.
- O enviado russo Kirill Dmitriev afirmou que a isenção original liberaria cerca de 100 milhões de barris de petróleo bruto russo, praticamente um dia de produção global.
- Parlamentares democratas e republicanos criticam a extensão, afirmando que pode financiar a Rússia; propostas foram apresentadas para interromper a isenção.
- A Índia, aliada dos EUA, acompanha o debate e espera eventual renovação da isenção, enquanto outros atores continuam atentos aos impactos no mercado.
O governo dos EUA deve estender ainda nesta sexta-feira a isenção que permite a compra de petróleo e produtos petrolíferos russos sancionados, segundo duas fontes familiarizadas com o tema. A medida envolve operações marítimas e tem como objetivo controlar os preços globais de energia durante o conflito na Ucrânia.
A isenção atual, válida desde meados de março, tem duração de 30 dias e vence em 11 de abril. Ela permite transações com petróleo russo no mar, prática que tem gerado debates sobre impactos nas receitas de Moscou em meio à guerra.
O tema chegou à Casa Branca após reunião entre o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o presidente Donald Trump. Segundo uma das fontes, houve acordo para manter a extensão, enquanto autoridades da Casa Branca não comentaram oficialmente o assunto.
Especialistas e autoridades também destacam o peso da decisão diante da pressão internacional. Dados oficiais indicam que o fechamento parcial do Estreito de Ormuz reduziu o fluxo de petróleo global, elevando os preços desde o início do conflito.
A Agência Internacional de Energia afirma que o mundo enfrenta a maior interrupção de suprimento de petróleo já registrada, alimentando preocupações com inflação e estabilidade energética. A seara econômica permanece central na agenda política norte-americana.
Parlamentares democratas já apresentaram propostas para interromper a isenção, argumentando que a medida beneficia a Rússia e pode sustentar o financiamento da ofensiva na Ucrânia. O pleito visa evitar que Putin se aproveite da volatilidade de preços.
Entre repúblicanos, a reação varia. Alguns criticam o efeito da suspensão de sanções em outros contextos, incluindo o Irã, e pedem firmeza na política externa. A discussão envolve alianças ocidentais e impactos estratégicos sobre a segurança regional.
Na Europa, a presidente da Comissão Europeia reiterou que não é o momento de afrouxar sanções contra a Rússia. O tema segue dividido entre manter pressão econômica e mitigar impactos de preços para consumidores globais.
A Índia, aliada dos EUA, espera pela renovação da isenção por ser vulnerável a choques de petróleo decorrentes da guerra. O governo de Nova Déli busca planejamento estável para evitar impactos significativos em sua economia.
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