- A França vai migrar as estações de trabalho do Windows para Linux, como parte de sua soberania digital, segundo a DINUM.
- Participam da iniciativa a DINUM, a Direção-Geral de Empresas (DGE), a Agência Nacional de Segurança Cibernética da França (ANSSI) e a Direção de Compras Estatais (DAE).
- O plano é uma das três medidas iniciais para reduzir dependência de tecnologia extraeuropeia, com formalização até o fim do ano.
- Já ocorreu a migração de oitenta mil funcionários do Fundo Nacional de Seguro Saúde para soluções de código aberto, substituindo plataformas como Microsoft Teams, Zoom e Dropbox.
- A iniciativa busca reduzir dependência de tecnologias controladas por interesses externos e pode influenciar outros setores e países da União Europeia.
A França avançou com sua pauta de soberania digital: a DINUM informou que deixará o Windows e migrará para estações de trabalho com Linux. A medida integra a estratégia do governo para reduzir dependências de tecnologia estrangeira.
A decisão envolve a Direção Interministerial de Assuntos Digitais, a DINUM, e conta com a participação da Direção-Geral de Empresas, da Agência Nacional de Segurança Cibernética da França e da Direção de Compras Estatais. O objetivo é migrar para soluções soberanas.
Segundo o anúncio, a migração para Linux é considerada uma das três ações iniciais concretas para diminuir a dependência de tecnologia fora da Europa. O plano deve ser formalizado até o final do ano, com detalhes sobre estações de trabalho, ferramentas colaborativas, antivirus, IA, bancos de dados, virtualização e rede.
Etapas e contextos
A França já vinha promovendo transição para software de código aberto em outros setores, incluindo a migração de 80 mil servidores do Fundo Nacional de Seguro Saúde para serviços como La Suite, substituindo plataformas proprietárias.
Analistas veem a iniciativa como parte de um movimento europeu para soberania digital, com impactos potenciais em fornecedores de software dos Estados Unidos. A decisão pode influenciar padrões de governança de tecnologia em outros órgãos públicos.
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