- O Hezbollah pediu ao governo do Líbano que não participe de negociações diretas com Israel após a morte de 13 integrantes das forças de segurança libanesas em Nabatiyeh, nesta sexta-feira (10).
- Em comunicado divulgado no Telegram, o grupo pediu que as autoridades retornen à posição de resistência e não cedam ao inimigo.
- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Líbano fez pedidos de negociações repetidos e disse ter instruído seu gabinete a iniciar conversas diretas para desarmar o Hezbollah e buscar relações pacíficas.
- A presidência do Líbano anunciou que concordou com uma reunião na terça-feira (14), na sede do Departamento de Estado dos Estados Unidos, para discutir um possível cessar-fogo, com participação de Israel.
- Os primeiros dias do cessar-fogo com o Irã foram os mais sangrentos no Líbano desde setembro de 2024, com pelo menos 357 mortos e 1.223 feridos, segundo o Ministério da Saúde libanês.
O Hezbollah pediu ao governo do Líbano que não participe de negociações diretas com Israel após a morte de 13 integrantes das forças de segurança libanesas em Nabatiyeh, nesta sexta-feira (10). A declaração foi veiculada pela organização nas redes.
O grupo afirmou, em comunicado publicado no Telegram, que autoridades devem reconhecer o perigo de concessões a um inimigo que não tende ao diálogo, e devem manter-se ao lado do povo e da resistência. A mensagem reforça posição de alinhamento com o Hezbollah.
Netanyahu disse na quinta-feira (9) que o Líbano havia feito pedidos repetidos para negociações diretas. O premiê informou que determinou ao gabinete iniciar contatos com o país vizinho com o objetivo de desarmar o Hezbollah e buscar relações pacíficas o quanto antes.
Reunião anunciada nos EUA
A presidência do Líbano informou nesta sexta que concordou, assim como Israel, em realizar uma reunião na terça-feira (14), na sede do Departamento de Estado dos Estados Unidos, para discutir o anúncio de um possível cessar-fogo. Fontes oficiais citam a busca por mecanismos de dissuasão e de cooperação regional.
Os primeiros dias do cessar-fogo com o Irã foram os mais sangrentos no Líbano desde setembro de 2024, segundo o Ministério da Saúde libanês. Ao todo, pelo menos 357 pessoas morreram e 1.223 ficaram feridas em ataques israelenses.
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