- O presidente argentino Javier Milei afirmou, em entrevista à TV pública, que 95% dos jornalistas são delinquentes.
- As declarações aconteceram dois dias após jornalistas credenciados terem sido impedidos de entrar na Casa Rosada.
- Milei disse que a imprensa não representa a verdade e que pode manipular a opinião pública; afirmou que a relação com a imprensa é difícil.
- A Associação de Jornalistas Argentinos emitiu nota de repúdio, e entidades nacionais e internacionais criticaram as declarações.
- O episódio reacende o debate sobre liberdade de imprensa na Argentina e gera expectativa de uma postura mais conciliadora do governo.
Javier Milei, presidente da Argentina, disse em entrevista à TV pública que 95% dos jornalistas são delinquentes. A fala ocorreu dois dias após jornalistas credenciados serem impedidos de entrar na Casa Rosada, sede do governo, gerando críticas nacionais e internacionais.
Durante a entrevista, Milei afirmou que a imprensa argentina é majoritariamente composta por delinquentes e que a relação com os jornalistas é dificultada pela atuação crítica deles. Ele disse ainda que a imprensa nem sempre representa a verdade e que costuma manipular a opinião pública.
A declaração repercutiu entre veículos e políticos, com a Associação de Jornalistas Argentinos (APA) emitindo nota de repúdio, a considerar ataque à liberdade de imprensa. Entidades internacionais também criticaram o tom do presidente.
Contexto
A relação entre Milei e a imprensa já havia vivido episódios de atrito, incluindo críticas anteriores a jornalistas por suposta manipulação de informações. A Casa Rosada tem sido cenário de tensões entre governo e veículos de comunicação.
Reações e desdobramentos
A imprensa argentina pediu respeito à liberdade de expressão e ao trabalho jornalístico. Organizações de direitos humanos e entidades jornalísticas pedem apuração de eventuais restrições ao acesso de jornalistas ao espaço institucional.
Panorama internacional
A fala gerou condenação de organizações de defesa da imprensa, que destacaram a necessidade de garantias democráticas e de imprensa livre. Analistas apontam para um momento de polarização entre o governo e a mídia.
Próximos passos
Analistas aguardam posicionamento oficial do governo sobre o episódio e sobre protocolos de acesso à Casa Rosada. A imprensa mantém cobertura para esclarecer impactos na atuação jornalística e no ambiente institucional.
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