- O ministério da cultura da Espanha negou o empréstimo de Guernica, de Pablo Picasso, para uma exposição no Guggenheim Bilbao entre 1 outubro de 2026 e 30 junho de 2027.
- A obra está sob custódia do Museo Reina Sofía, em Madri.
- O governo basco, liderado por Imanol Pradales, havia feito o mesmo pedido em 1997, na inauguração do Guggenheim Bilbao.
- Um relatório de conservação solicitado pelo ministério aponta riscos de danos, como novas fissuras, levantamento e perdas de tinta.
- O ministro da cultura, Ernest Urtasun, afirmou que é preciso ouvir os especialistas e que manter a obra preservada é prioridade para seguir garantindo a sua durabilidade.
O Ministério da Cultura da Espanha rejeitou o pedido de empréstimo da obra Guernica, de Pablo Picasso, para uma exposição anunciada no Guggenheim Bilbao neste ano. A decisão foi comunicada no início de abril. A peça está sob tutela do Museo Reina Sofía, em Madrid.
O governo Basco, liderado por Imanol Pradales, solicitou que o quadro fosse exibido entre 1 de outubro de 2026 e 30 de junho de 2027. A exibição estava prevista para coincidir com o 90º aniversário da Guerra Civil e do bombardeio de Guernica, em 1937.
O pedido foi fundamentado pela importância histórica da obra para a região. O ministério, porém, citou a necessidade de preservar o estado físico da pintura e consultou especialistas da Reina Sofía.
Contexto técnico
Relatório de conservação solicitado pela Cultura aponta riscos à obra caso seja deslocada. Segundo o documento, podem ocorrer novas rachaduras, descolamento de camada de tinta e danos na camada de suporte.
O museu Reina Sofía detalha ainda que áreas escuras da pintura apresentam redes de microfissuras e que perdas atingem o topo da tela, revelando a camada de base branca.
Pradales afirmou, em nota, que seria erro político fechar a porta a futuras discussões sobre o tema, mantendo a posição pública do seu partido. O governo basco não comentou além das declarações oficiais.
Guernica foi adquirido pelo governo da Espanha em 1937. Durante a Segunda Guerra Mundial, Picasso decidiu que a obra ficasse sob custódia do MoMA, em Nova York, por segurança. O quadro só voltou para a Espanha em 1981, no regime democrático, para o Prado e, desde 1992, está no Reina Sofía.
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