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Caso de contrabando em voo envolve Motta e Nogueira, investigações seguem

PF investiga entrada de cinco malas sem raio‑X em avião particular que trouxe Motta e Nogueira; caso é encaminhado ao STF

Das 7 bagagens das imagens, 5 não passaram pelo raio-x
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  • A Polícia Federal investiga a entrada irregular de cinco malas no Brasil sem inspeção de raio-X, após voo particular que transportava o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira, em 20 de abril de 2025, no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP).
  • O avião pertence ao empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, dono de empresas de apostas on-line; ele foi alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito das Bets.
  • O avião pousou por volta das 21h; após duas malas terem passado pelo raio-X, o piloto retornou à área restrita e trouxe cinco volumes adicionais sem inspeção, às 21h40, que ficaram junto às demais bagagens.
  • A Polícia Federal não identificou a propriedade das malas nem o conteúdo; a investigação também considera a possibilidade de envolvimento de passageiros detentores de prerrogativa de foro.
  • O caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, com a relatoria do ministro Alexandre de Moraes; a Procuradoria-Geral da República tem prazo para manifestação.

A Polícia Federal investiga a entrada irregular de 5 malas no Brasil sem passagem pelo raio-X. As bagagens chegaram em um avião particular que transportava o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira, em 20 de abril de 2025, no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque, na região metropolitana de Sorocaba. O voo vinha da ilha caribenha de São Martinho.

O avião pertence ao empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandinho OIG, dono de empresas de apostas online associadas a jogos como Fortune Tiger. Além de Motta e Nogueira, também estavam a bordo o deputado Dr. Luizinho e o deputado Isnaldo Bulhões, todos de siglas diferentes, que atuam como líderes de seus partidos na Câmara.

Malas e raio-X

O pouso ocorreu por volta das 21h. O piloto, José Jorge de Oliveira Júnior, passou pelo detector de metais e conversou com o auditor fiscal Marco Antônio Canella. Em seguida, retirou 2 malas inspecionadas e conversou com o setor de desembarque para retornar à área restrita.

Às 21h35, o raio-X já havia analisado todas as bagagens, mas, cinco minutos depois, o piloto retornou com 5 volumes adicionais que não foram examinados pelo equipamento. Essas malas foram colocadas junto às outras 2 já inspecionadas, sem registro de proprietário ou conteúdo identificado pela PF.

Caso e desdobramentos

A PF apura facilitação de contrabando e prevaricação. O auditor Canella, lotado no Aeroporto de Viracopos, é investigado por ter autorizado que o tripulante desembarcasse com as bagagens sem passarem pelo raio-X.

O caso foi distribuído à 1ª Vara Federal de Sorocaba em outubro de 2025 e, em março de 2026, a juíza responsável determinou o envio ao STF, dada a prerrogativa de foro de parte envolvida. O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado como relator, e a PGR foi chamada a se manifestar em até 5 dias.

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