- Intertanko orienta que petroleiros não paguem pedágio para passagem pelo Estreito de Hormuz, após falha de cessar‑fogo em reabrir o estreito.
- Teerã sinaliza que navios precisam de autorização e pode impor taxa de passagem; há relatos sobre possível cobrança de até US$ dois milhões por navio.
- O vice‑presidente dos EUA, JD Vance, se encontra com representantes do governo iraniano em Islamabad para tentar finalizar detalhes do cessar‑fogo, que ainda parece frágil.
- Organizações internacionais defendem a liberdade de navegação e dizem que o Estreito não deve ter tarifas; o Irã é visto como exercendo controle de facto sobre a passagem.
- O bloqueio reduziu drasticamente o tráfego: apenas quinze navios passaram desde terça-feira, com quase oito centenas retidos no Golfo, prejudicando fornecimento de petróleo, gás e fertilizantes e pressionando preços.
Tankers are being advised not to pay tolls to Iran to pass through the Strait of Hormuz, as a ceasefire attempt falters and traffic remains at a standstill.
Intertanko, que representa operadoras de navios-tanque, disse que não é correto cobrar pedágios para transitar o estreito. A entidade afirmou ainda que o Estreito só pode funcionar com cessação duradoura de hostilidades e supervisão internacional.
A orientação veio enquanto negociações de alto nível seguem. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, reuniu-se com representantes do governo iraniano em Islamabad, para tentar consolidar um acordo de cessar-fogo, sem sucesso até o momento.
Autoridades destacam que o estreito continua sob controle de forças iranianas de fato, o que complicaria a passagem segura de navios. O IRGC, visto como organização terrorista por EUA e UE, atua na economia iraniana e é citado pela indústria como fator de risco.
Especialistas lembram que o direito internacional prevê navegação livre em estreitos, e que cobrar taxas violaria esse princípio. Arsenio Domínguez, da IMO, reforçou que tarifas de passagem não devem ser impostas.
Desde o início do conflito, apenas 15 navios conseguiram atravessar o estreito, frente a uma média de 140 diários antes. Quase 800 embarcações permanecem presas no Golfo, com impactos potenciais sobre petróleo, gás, fertilizantes e preços.
Empresas de transporte observam o cenário com cautela. A Stena Bulk afirmou que não levantará âncoras nem pagará pedágios até haver garantias de segurança plenas para as tripulações. A companhia aguarda informações oficiais antes de qualquer decisão.
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