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Unidade secreta russa no fundo do mar pode afetar a internet global

Reino Unido expôs operação de submarinos russos junto ao litoral, com objetivo de atacar cabos e oleodutos, elevando a vigilância de infraestruturas críticas

O Reino Unido deslocou a Fragata HMS St Albans após a detecção de atividades russas em seu litoral
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  • A Grã-Bretanha identificou uma operação secreta de submarinos russos em seu litoral, com o objetivo de atacar cabos e oleodutos.
  • As embarcações permaneceram em águas britânicas por cerca de um mês no início deste ano e teriam retornado à Rússia.
  • O governo britânico intensificou a cooperação com aliados, incluindo a Noruega, para monitorar novas movimentações.
  • A operação envolveu um submarino da classe Akula e dois integrantes da Diretoria Principal de Pesquisa em Águas Profundas de Moscou (GUGI).
  • Em resposta, a Marinha britânica mobilizou a fragata HMS St Albans, o navio de apoio logístico RFA Tidespring e helicópteros Merlin; cabos de fibra óptica representam mais de 99% do tráfego internacional.

O Reino Unido informou ter identificado uma operação secreta de submarinos russos atuando próximo ao litoral e em áreas litorâneas, com o objetivo de atacar cabos e oleodutos. Segundo o governo britânico, as embarcações permaneceram cerca de um mês em águas britânicas no início deste ano, antes de recuarem para a Rússia.

A resposta britânica incluiu cooperação ampliada com aliados, como a Noruega, para monitorar novas movimentações. A decisão de tornar a operação pública visou alertar o presidente russo, Vladimir Putin, de que a aproximação foi detectada.

Segundo as autoridades do Reino Unido, a incursão contou com um submarino da classe Akula e dois equipamentos da Diretoria Principal de Pesquisa em Águas Profundas de Moscou, conhecida como GUGI, órgão de inteligência ligado à marinha.

Interesses e impactos potenciais

A ação é avaliada como tentativa de monitorar infraestruturas submarinas críticas, incluindo cabos de fibra óptica que carregam a maior parte do tráfego de dados internacionais, essenciais para comunicações, finanças e comércio globais.

Especialistas apontam que a capacidade russa de operar em profundidades extremas facilita lançamentos discretos de navios espiões, como o Yantar, e pode Viabilizar interceptação de cabos para monitoramento de dados.

Em resposta, a Marinha Real mobilizou a fragata HMS St Albans, o navio logístico RFA Tidespring e helicópteros Merlin, além do uso de sonoboias para deteção de submarinos. Navios e aeronaves permanecem em prontidão.

O governo britânico informou que o submarino já retornou à Rússia sem danos, mas a presença naval no entorno continua elevada, com maior vigilância sobre atividades russas no Atlântico e perto de águas britânicas. Nos últimos dois anos, houve incremento de 30% na presença de navios russos na região.

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