- A eleição legislativa na Hungria neste domingo escolherá 199 deputados, definindo Viktor Orbán, que busca a reeleição após 16 anos no poder.
- O pleito ocorre em meio a inflação alta e custo de vida elevado, cenário que influencia o ambiente político.
- O principal adversário é Péter Magyar, líder do Tisza, figura da oposição com bom desempenho nas pesquisas e apoio a mudanças no sistema político atual.
- Orbán é aliado de Donald Trump; o presidente americano pediu voto em Orbán via Truth Social, e o estreitamento de relações com Washington tem sido destacado, com visitas de autoridades dos EUA ao país.
- Internacionalmente, Orbán mantém postura nacionalista e críticas à União Europeia, sendo visto às vezes como aliado da Rússia, o que alimenta discussão global sobre o pleito.
Viktor Orbán disputa a reeleição em meio a uma campanha marcada pela inflação e pelo custo de vida elevando a pressão econômica na Hungria. O pleito ocorre no domingo, quando serão escolhidos os 199 deputados da Assembleia Nacional. O resultado definirá se o premiê mantém o governo de 16 anos.
A oposição é liderada por Péter Magyar, chefe do partido Tisza, visto como principal oponente de Orbán. Magyar propõe mudanças no sistema político implementado pelo atual governo e aparece como favorito em parte das pesquisas, especialmente entre eleitores conservadores de áreas rurais.
O pleito acontece em um contexto de economia fragilizada. Analistas destacam que a inflação elevada influencia o cenário eleitoral e pode impactar o apoio ao governo. O eleitorado avalia a continuidade de políticas de centralização e de controle da imigração defendidas por Orbán.
Orbán, de 62 anos, é figura central na política húngara desde 2010, com passagem entre 1998 e 2002. Lidera o Fidesz, partido de direita, que defende soberania nacional e críticas frequentes à União Europeia. O governo realizou mudanças constitucionais e reformas institucionais sob sua liderança.
Internacionalmente, Orbán mantém um alinhamento próximo a governos de direita na região. Seu posicionamento sobre a Rússia diverge em relação a outros parceiros europeus, e ele adota cautela quanto ao envio de ajuda militar à Ucrânia. A relação com os EUA também é destacada no cenário externo.
Líderes americanos próximos a Orbán, como Donald Trump, deram apoio público à parceria. Em redes sociais, Trump afirmou que Orbán luta por seu país. Em visitas a Budapeste, representantes norte-americanos elogiaram a cooperação entre os dois países. Tais atos reforçam o diálogo entre Bruxelles e Budapeste.
Na arena doméstica, Péter Magyar tem 45 anos e lidera a oposição como principal aposta para desfazer o modelo vigente. A expectativa é de que o resultado reconfigurar o equilíbrio de poder na Hungria. Pesquisas apontam a liderança de Magyar com margens próximas ou acima de Orbán, dependendo da parcela de eleitores ainda indecisos.
A pesquisa Idea Institute, citada pela Reuters, mostra Magyar com cerca de 39% das intenções de voto, frente a 30% de Orbán. Aproximadamente 21% afirmaram ainda não ter decidido. Foram ouvidos 1.500 eleitores para o levantamento.
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