- As negociações entre o Irã e os Estados Unidos entraram na “fase de nível de especialistas”, com comitês técnicos em economia, energia nuclear e equipamentos bélicos reunidos, segundo o governo do Irã.
- O Irã informou que as conversas seguem “finalizando os detalhes técnicos” e que a delegação conta com setenta e um participantes, entre negociadores, especialistas, mídia e segurança.
- O governo americano disse que levou um “conjunto completo de especialistas em áreas relevantes” e que apoio adicional é oferecido a partir de Washington.
- As reuniões presenciais ocorrem “cara a cara” em meio a informações de fontes iranianas à CNN, marcando as negociações de maior nível desde a Revolução de mil novecentos e setenta e nove e desde 2015 entre os dois países.
- Existe tensão: o Irã quer que Israel pare ataques no Líbano como condição do acordo; EUA e Israel afirmam que o conflito libanês não faz parte do acordo.
A negociação entre Irã e EUA avançou para a fase de nível de especialistas, com comitês técnicos que tratam de economia, energia nuclear e armamento. O anúncio foi feito pelo governo iraniano via X neste sábado, 11 de fevereiro. A etapa envolve análises técnicas para finalizar detalhes.
Segundo o governo do Irã, a delegação conta com 71 pessoas, entre negociadores, especialistas, representantes da mídia e de segurança. Ao mesmo tempo, a Casa Branca disse que os EUA levam um conjunto completo de especialistas em áreas relevantes, com apoio adicional de Washington.
As discussões desta sexta-feira ocorrem de forma presencial, segundo fontes iranianas à CNN. A emissora havia informado que as negociações em Islamabad podiam ser conduzidas por intermediários, ou não, dependendo do andamento.
Contexto e desdobramentos
As fontes destacam que as negociações de alto nível entre os dois países são ineditas desde a Revolução de 1979 e representam as primeiras negociações presenciais entre EUA e Irã desde 2015, quando houve acordo sobre o programa nuclear iraniano.
A tensão é elevada pelo cenário regional, com o Irã exigindo que Israel pare ataques no Líbano para manter o clima favorável ao acordo. O principal negociador iraniano sinalizou boa vontade, mas ressaltou pouca confiança nos EUA.
Os EUA e Israel afirmam que o conflito no Líbano não faz parte das negociações. Ainda assim, ataques israelenses recentes ao território libanês provocaram mortes e aumentaram o grau de complexidade das conversas.
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