- O vice‑presidente dos EUA, JD Vance, chegou a Islamabad para negociações sobre a guerra, liderando uma delegação que inclui Steve Witkoff e Jared Kushner.
- O chanceler paquistanês Ishaq Dar, o chefe do Exército Asim Munir e o ministro do Interior Mohsin Naqvi receberam Vance no Paquistão.
- O Irã, representado por Mohammad Bagher Qalibaf, disse que só participará das conversas se houver cessar‑fogo no Líbano e liberação de ativos iranianos; o ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi entrou nas negociações com profunda descrença.
- Arábia Saudita, Egito, China e Catar teriam participação indireta, via Islamabad, para facilitar as negociações regionais.
- Em Israel e Líbano, negociações devem começar em Washington; Israel pressiona o Líbano a desarmar o Hezbollah, com dúvidas sobre se o cessar‑fogo será suficiente para conter o grupo.
Autoridades dos EUA e do Irã iniciaram negociações em Islamabad, capital do Paquistão, para discutir a guerra na região. A delegação norte‑americana é chefiada pelo vice‑presidente JD Vance e inclui Steve Witkoff e Jared Kushner. O grupo iraniano é liderado por Mohammad Bagher Qalibaf, chefe do Parlamento.
O Paquistão recebeu o corpo diplomático ao lado de seus ministros: Ishaq Dar (Relações Exteriores), Asim Munir (Exército) e Mohsin Naqvi (Interior). A visita ocorre em meio a tensões entre as partes e a busca por um caminho de paz.
Qalibaf afirmou que as negociações dependem de um cessar‑fogo no Líbano e da liberação de ativos iranianos bloqueados. Com tom duro, o líder iraniano indicou condições para a continuidade do diálogo. O chanceler iraniano Abbas Araghchi disse entrar nas conversas com profunda descrença e advertiu que reagirá a agressões.
O governo iraniano também destacou, em estado de anonimato, a participação de representantes de Egito, Arábia Saudita, China e Catar como facilitadores indiretos. Na véspera, a TV estatal informou encontro entre Qalibaf e o primeiro‑ministro paquistanês Shehbaz Sharif.
A tensão na região se refletiu na segurança em Islamabad, com ruas desertas e bloqueios de estradas. As autoridades paquistanesas chegaram a sugerir que moradores ficassem em casa, configurando um ambiente de toque de recolher parcial.
Israel e Líbano
Em Washington, negociações entre Israel e Líbano devem começar na próxima terça‑feira. O objetivo é que o governo libanês assuma a responsabilidade de desarmar o Hezbollah, conforme o cessar‑fogo de novembro de 2024. A viabilidade de o Exército Libanês impor controles permanece incerta.
Israel afirma que o cessar‑fogo com o Irã não deve interromper a luta contra o Hezbollah. A situação diplomática ocorre em meio a tensões regionais já acentuadas.
No dia do anúncio do acordo de trégua, ataques aéreos israelenses atingiram Beirute, resultando em centenas de mortes, segundo o Ministério da Saúde do Líbano. O episódio indica as fragilidades envolvidas nas negociações de paz na região.
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