- O presidente da França, Emmanuel Macron, se reuniu com o presidente do Irã, Massoud Pezeshkian, neste sábado, 11 de abril de 2026.
- Macron pediu a reabertura imediata do estreito de Ormuz e disse que as tratativas entre Irã e Estados Unidos devem servir para um abrandamento duradouro das tensões.
- Paris afirmou estar pronta a contribuir com a liberação da circulação de navios no estreito de Ormuz.
- Macron destacou o respeito ao cessar-fogo, inclusive com ações no Líbano, e o apoio às autoridades libanesas na soberania do país.
- O contexto envolve negociações entre EUA e Irã em Islamabad para encerrar a guerra no Oriente Médio, com o Irã condicionando avanços ao cessar-fogo no Líbano e à suspensão de sanções.
Emmanuel Macron esteve reunido neste sábado com o presidente do Irã, Massoud Pezeshkian, em meio a tratativas que envolvem a possibilidade de abrir canais de diálogo entre Teerã e Washington. O objetivo central do encontro foi discutir a liberação imediata do estreito de Ormuz, pelo qual passam grande parte do petróleo da região. A reunião ocorreu no dia 11 de abril de 2026.
O chanceler francês pediu que as negociações com os Estados Unidos sirvam para iniciar um processo de abrandamento duradouro das tensões na região. Macron afirmou ainda que a França está pronta a contribuir para a reabertura rápida do tráfego no estreito, essencial para a circulação de navios e para a economia global.
Além disso, o presidente francês ressaltou a necessidade de respeito ao cessar-fogo, incluindo ações no Líbano, e afirmou o apoio francês à atuação das autoridades libanesas na condução da soberania do país. Ele enfatizou que a França apoia o governo libanês como legítimo executor da soberania estatal.
Contexto internacional
Altos representantes dos EUA e do Irã se reuniram neste sábado em Islamabad, Paquistão, para negociações sobre o fim do conflito no Oriente Médio, iniciado em fevereiro de 2026. Os dois lados trabalham com uma agenda que inclui cessar-fogo no Líbano, desbloqueio de ativos iranianos e a suspensão de sanções.
Entre os pontos discutidos estão a abertura do estreito de Ormuz sem restrições, o que contraria demandas iranianas de controle sobre a rota e cobrança de pedágio. O Irã também cobra indenização por danos da guerra e pressiona por permissões para enriquecimento de urânio. Os EUA sinalizam condições vinculadas a programas nucleares e de mísseis.
Outros temas apontados pela agenda envolvem redução das capacidades de mísseis do Irã, retirada de tropas norte-americanas da região e garantia de não agressão. As negociações continuam sem definição pública de resultados até o momento.
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