- O presidente chinês, Xi Jinping, recebeu Cheng Li-wun, líder do Kuomintang (KMT), em Pequim, na sexta-feira, 10 de abril de 2026.
- Xi afirmou que a China “absolutamente não tolerará” a independência de Taiwan e reiterou o princípio de “uma só China”.
- O encontro ocorreu no Grande Salão do Povo e sinalizou cooperação entre o Partido Comunista Chinês e o KMT para avançar na reunificação, segundo Xi.
- Cheng defendeu que a visita tem caráter de missão de paz e ressaltou a necessidade de evitar conflitos, afirmando que a aproximação entre os dois lados é inevitável.
- O debate sobre defesa em Taiwan segue acirrado, com planos de US$ 39 bilhões em defesa em disputa no Parlamento taiwanês e posições distintas entre governo e oposição.
O presidente da China, Xi Jinping, recebeu na sexta-feira (10 abr 2026) Cheng Li-wun, líder do KMT, no Grande Salão do Povo, em Pequim. O encontro tratou da postura de combate à independência de Taiwan e da linha de atuação para a reunificação sob o princípio de uma só China.
Durante a reunião, Xi afirmou que a China “não tolerará” a independência de Taiwan e ressaltou a continuidade da cooperação entre o Partido Comunista Chinês e o KMT para avançar a reunificação. A visita foi apresentada como sinal de aproximação entre as partes.
Cheng Li-wun disse que a visita tem caráter de missão de paz e que evitar conflitos é prioridade. Ela afirmou que a oposição pode contribuir para reduzir riscos de guerra na região.
Contexto regional
Acompanhando a visita, Pequim intensificou exercícios militares com aviões e navios perto de Taiwan, ampliando a pressão sobre a ilha. O governo chinês mantém distância do presidente taiwanês Lai Ching-te, considerado por Pequim separatista.
O tema também repercute em Taiwan. O Parlamento discute um plano de defesa de US$ 39 bilhões, criticado pela oposição. Integrantes do governo defendem o reforço militar diante das ameaças, enquanto a oposição propõe alternativas de gasto menor.
Política interna em Taiwan
A divergência entre apoio ao fortalecimento das defesas e propostas de contenção de gastos marca o debate. Analistas veem o alinhamento entre governo e oposição como fator importante para o equilíbrio entre segurança e orçamento.
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