- A Casa Branca detalhou as exigências com as quais o Irã não concordou nas negociações ocorridas no Paquistão neste fim de semana.
- Entre as condições inegociáveis estão: acabar com todo o enriquecimento de urânio e desmantelar as principais instalações de enriquecimento; entregar mais de 400 quilogramas de urânio altamente enriquecido.
- Também foi demandado aceitar um quadro de paz e desescalada mais amplo, que inclua aliados regionais, além de interromper o financiamento de grupos como Hamas, Hezbollah e Houthis; e abrir totalmente o Estreito de Ormuz sem cobrar pedágios.
- O vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, afirmou ter apresentado a “melhor e última” oferta, sinalizando que ainda haveria tempo para o Irã aceitar as condições norte-americanas.
- A situação é incerta: o Estreito de Ormuz permanece fechado; os EUA veem o Irã como enfraquecido e avaliam que seria sensato aceitar as exigências, enquanto Teerã mantém posição firme.
A Casa Branca detalhou neste domingo as exigências com as quais o Irã não concordou durante as negociações ocorridas no Paquistão neste fim de semana. O objetivo era alinhar condições para possível acordo sobre o programa nuclear iraniano e a região. O discurso ocorreu em meio à continuidade do conflito que já dura seis semanas.
Segundo um funcionário da Casa Branca, as condições consideradas inegociáveis pelos EUA foram anunciadas após as conversas em Islamabad. A leitura oficial descreve pontos que, em grande parte, já haviam sido rejeitados por Teerã anteriormente, sinalizando uma posição rígida do país.
1) Acabar com todo o enriquecimento de urânio; 2) Desmantelar as principais instalações de enriquecimento nuclear, gravemente danificadas em ataques estadunidenses de 2023; 3) Entregar mais de 400 kg de urânio altamente enriquecido supostamente enterrados; 4) Aceitar um quadro mais amplo de paz, segurança e desescalada com aliados regionais; 5) Interromper o financiamento de grupos como Hamas, Hezbollah e Houthis; 6) Abrir plenamente o Estreito de Ormuz e suspender pedágios pela passagem.
Ao deixar Islamabad, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou ter apresentado a “melhor e última” oferta, sugerindo espaço para aceitação do Irã, conforme divulgado por assessorias. As negociações tiveram momentos difíceis, mas também desenvolveram respeito mútuo entre as partes, segundo Trump e aliados.
Contexto e perspectivas
Enquanto o estreito permanece fechado, Teerã mantém posição estratégica na região, acreditando ter influência sobre os EUA. Do lado americano, Trump e Vance argumentam que o Irã estaria enfraquecido após semanas de conflito e que aceitar as exigências seria uma escolha sensata.
Desdobramentos diplomáticos
Interfaces com Islamabad e com aliados regionais continuam em evidência, com avaliação de próximos passos dependendo da resposta iraniana. Não houve anúncio de acordo neste momento, e a situação segue em estado de negociação ativa.
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